“A gente se prepara para não usar, mas se precisar usar estamos mais preparados ainda”, afirma GCM

“A gente se prepara para não usar, mas se precisar usar estamos mais preparados ainda”, afirma GCM

16 de Abril de 2018 0 comentários

Sidnei Aureliano Madeira e Antônio Carlos Gutierres explanaram sobre a qualificação e requalificação dos GCMs para ampliar a segurança da população e da própria corporação

Nesta quinta, 12, a redação do Jornal Terceira Visão recebeu a visita dos Guardas Civis Muncipais Sidnei Aureliano Madeira e Gutierres, que vieram explanar sobre a qualificação e requalificação dos GCMs. Este assunto foi tema de reportagem deste semanário no mês passado, onde foi falado sobre a reprova de uma parte do efetivo na prova de tiro.
A partir deste ano, a polícia federal, que regulamenta este tipo de prova (tiro), mudou o sistema. Anteriormente, os alvos eram fixos, e os atiradores atiravam várias vezes na mesma direção. Agora foi mudado e existem quatro alvos de cores ( vermelho, verde, azul e amarelo) diferentes e é exigido que o atirador siga a sequencia que é estipulada na hora em que acontece a prova. Isso mudou a forma de fazer o teste. Houve um guarda que disse que “na hora que o instrutor disse: vermelho e verde. Eu acertei o vermelho e quando fui atirar no verde eu errei, o tiro desceu. Porque isso ocorreu? Por que você está pressionado, os alvos são diferentes, você estava acostumado a atirar em alvos fixos e de repente mudou tudo. Mas após esse erro, me concentrei e consegui passar no teste”.
O comando (secretária, superintendente e comandante) assim que soube do resultado, imediatamente retirou as armas dos GCMs que não passaram no teste. Isso é regra igual da polícia federal, que rege todas as corporações. “Na sexta feira eu retirei as armas e na segunda-feira já remanejei todos para serviços administrativos. Foi feita toda uma reorganização para que a cidade não ficasse desprotegida. Não houve comprometimento do trabalho da Guarda, não houve prejuízo nenhum para a segurança da população”, frisou Aureliano. Nesta quinta (12), dia 17, dia 21 e dia 24 os guardas que não passaram no teste de tiro estão fazendo novamente o processo do tiro. É importante esclarecer que o processo todo consta de um treinamento de 80 horas, onde são feitos aprimoramentos de primeiros socorros, aulas práticas e teóricas, educação ambiental, além de outros cursos. A parte final, que é o teste do tiro, só pode ser feita por quem participou deste treinamento de 80 horas.

Simulador
Houve uma polêmica na cidade sobre o treinamento ‘virtual’. Na verdade é um simulador de tiro, onde a arma utilizada tem o mesmo peso, mesmo ‘tranco’ e outras características semelhantes ao “real”. É um sistema utilizado em todas as corporações, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e também nas Guardas Civis de muitas cidades. A diferença básica é que não se usa munição real. Este sistema permite testar situações diversas para que o atirador possa tomar decisões, e testar suas reações. Basicamente é o mesmo teste que é feito no “real” com a vantagem de não se usar munição real. Esse sistema começou a ser utilizado a partir deste ano. Com relação à reprovação dos guardas de Valinhos, o número ficou na média de outras cidades. “A reprovação em outras guardas da região chega a 30%. Tenho que frisar que apesar de não ter passado no teste de tiro, em hipótese nenhuma o guarda está despreparado. O tiro, dentro do nosso trabalho, é o último, do último, do último recurso a ser utilizado. Eu jamais chego atirando. Nós chamamos de ‘ Protocolo de uso progressivo da força’, que é dividido em sete tipos de ações. Se mostrar presente e com tranquilidade para avaliar o tipo de abordagem; avaliar o cenário, o movimento dos envolvidos e a necessidade da ação, avaliar o contingente à disposição da abordagem e a legalidade da ação; verbalizar a ação ou promover o diálogo como forma inicial da abordagem; promover a imobilização do abordado em caso de necessidade; uso de armas não letais para solucionar o problema em caso de necessidade e uso de arma de fogo como último recurso em casos extremos”, argumentou Aureliano.

uso Progressivo da força-01
O uso de armas pela Guarda Civil foi armada em 1986, três anos após a sua fundação. Para se ter uma ideia, o guarda que passa no concurso, tem que passar por uma série de cursos e instruções antes de poder pegar em uma arma. É importante salientar que 95% dos GCMs moram em Valinhos, tem o mapa geográfico da cidade na cabeça, conhece os atalhos para chegar aos locais, prestando assim um serviço de excelência para a população.

Checagem constante
A corporação é checada constantemente, anualmente existe esse teste de tiro e a cada dois anos um teste psicológico e psicotécnico para avaliação. Todo treinamento efetuado é em prol da população.

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