Abordagem da Guarda acaba em violência e confusão

Abordagem da Guarda acaba em violência e confusão

29 de setembro de 2017 0 comentários

Vítimas afirmam, em boletim de ocorrência, que foram agredidas, torturadas e ameaçadas. Corporação alega que ambos reagiram à revista e tiveram que ser contidos com o uso de força física

 

Um caso de tortura, ameaça e abuso de autoridade por parte da Guarda Civil Municipal de Valinhos está sendo investigado pela Polícia Civil. De acordo com boletim de ocorrência registrado na delegacia na noite da última sexta-feira, dia 22, sob a natureza descrita acima, dois rapazes moradores do bairro Capela, Vinhedo, de 21 e 22 anos, acusam seis oficiais da corporação.

O caso aconteceu por volta das 23h30 no último dia 20 dentro do terminal rodoviário. As vítimas afirmaram que foram abordados por dois guardas que fizeram uma revista normal, padrão e nada foi encontrado de errado. Contudo, ainda segundo eles, que foram ouvidos pela reportagem do Jornal Terceira Visão, dez minutos depois eles receberam nova abordagem por outros seis guardas, momento em que teriam sido agredidos violentamente com socos, tapas.

Segundo os rapazes, a agressão ainda teve direito a pisoteamentos, enforcamento e spray de pimenta. Após o uso do último recurso, foram colocados na viatura e levados para a delegacia, onde segundo eles, ficaram sob tortura. A apresentação, segundo o delegado Sandro Jonasson, que investiga o caso, foi feita 1h19. “Eles já foram agredidos pela Guarda antes e não possuem qualquer antecedente criminal. Segundo eles, ficaram por 70 minutos sob tortura, o que se for realmente confirmado, é um crime hediondo e caberia de dois a oito anos de prisão”, considerou.

Os rapazes ainda afirmam que forma ameaçados no fim: “Se reclamar, vai ser pior. Fiquem espertos porque vou buscar vocês em suas casas”. Um agente de outra mídia de imprensa também teria sido ameaçado.

 

O outro lado
A Prefeitura, através de seu Departamento de Imprensa, afirmou que um guarda municipal foi afastado dos serviços de rua enquanto um procedimento interno apura o que de fato aconteceu. Ainda segundo notificado: “Os jovens foram abordados em uma ação de rotina e reagiram de forma violenta. Além de agredir os agentes, provocando hematomas e até fratura em um deles, eles tentaram deixar o local e tiveram que ser contidos com o uso de força física”.
A conclusão foi que, se ao final da apuração houver comprovação de excesso por parte da GCM, os culpados serão responsabilizados e punidos.

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