André Brasil relembra um ano das conquistas nos Jogos Rio 2016

André Brasil relembra um ano das conquistas nos Jogos Rio 2016

22 de setembro de 2017 0 comentários

Nadador é o segundo maior medalhista paralímpico do país, com 14 pódios

 

Há um ano a seleção brasileira de natação encerrava a participação histórica em Jogos Paralímpicos com 19 medalhas, sendo quatro de um nadador que tem seu país no nome. Com as duas pratas (100m e 4x100m livre) e os dois bronzes (100m borboleta e 4x100m medley) conquistados no Rio de Janeiro, André Brasil se tornou o segundo brasileiro com mais medalhas paralímpicas, ao lado de Clodoaldo Silva, com 14 no total – atrás apenas de Daniel Dias, com 24.

“Quando penso nos Jogos Rio 2016, as palavras incrível, inesquecível e único vêm à minha mente. É muito especial para um atleta competir em casa, com o apoio da família, dos amigos, da torcida e fico imensamente grato por ter vivenciado esse momento”, conta André.

Ele recorda a emoção no último dia de competição, quando a equipe brasileira conquistou o bronze nos 4×100m medley e foi aplaudida de pé durante vários minutos pelos 18 mil torcedores presentes no Parque Aquático. “Eu caí em lágrimas. É uma dedicação imensa para vivenciar momentos que passam tão rápido. Mas são momentos tão intensos e especiais que fazem todo sacrifício valer a pena”, afirma.

De acordo com André, a excelente atuação da equipe nacional nos Jogos Rio 2016 mostrou a força da natação paralímpica no país. No entanto, ainda há dependência do resultado de poucos atletas e é necessário, assim como no futebol, uma peneira maior, com mais pessoas envolvidas e engajadas na promoção e evolução do esporte. Para o nadador, é necessário colocar em prática leis que já existem, mas que não são aplicadas, para oportunizar a transformação de vida de milhões de pessoas.

“Aos poucos a mudança está acontecendo, mas precisamos alcançar patamares maiores. O indivíduo com algum tipo de deficiência ainda é subjugado em nosso país e sonho com o dia em que teremos oportunidades iguais, pois somos capazes de fazer coisas incríveis”, afirma o campeão.

André teve paralisia infantil e passou por sete cirurgias durante a infância. Como consequência tem uma perna mais fina e 5 cm mais curta do que a outra. A intimidade com a água começou como trabalho de reabilitação e aos nove anos o seu talento chamava atenção. Hoje, aos 33, ele compete na classe S10 e espera seguir fazendo o seu melhor na piscina e fora dela. “Nós carregamos o peso de uma bandeira a qual precisamos lutar contra o preconceito e discriminação. Por isso digo que essas não foram conquistas minhas, mas de 50 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência”, finaliza.

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