Bracalente é sinônimo de competência e tradição no ramo funerário

Bracalente é sinônimo de competência e tradição no ramo funerário

16 de Abril de 2018 0 comentários

Empresa familiar começou em 1974 e acumula sucesso, trabalhos pela região e histórias contadas pelo proprietário Celso, que está à frente do grupo há 30 anos

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Meados dos anos 80: Ponto existente até hoje, na rua Antônio Carlos

Por Bruno Matheus

Na manhã da última quarta-feira, dia 11, o Jornal Terceira Visão recebeu a visita de um dos empresários de maior sucesso de Valinhos. Celso Luiz Bracalente completou em 2018, 30 anos à frente da empresa que leva seu sobrenome e começou em 1974. Ao lado de sua filha e sócia Camila, ele contou um pouco da trajetória bem sucedida carreira no ramo funerário da cidade e região, comemorando três décadas de liderança, trabalho e reconhecimento num dos nomes mais conhecidos do município.

Do medo ao sucesso

“Tudo começou há mais de 40 anos. Meu pai José, e tio Antônio eram caminhoneiros da cidade e resolveram comprar uma empresa funerária de um comerciante que não havia se adaptado ao ramo”, lembrou Celso que tinha 12 anos na época e admitiu: “Eu morria de medo. Era uma tortura para mim ficar perto dos caixões e os serviços com os corpos e tal, mas sempre trabalhei junto e aos 14, já que na época podia, fui registrado”, contou.

À medida que foi perdendo o medo, a empresa, que contava desde o início com serviços da própria família, foi crescendo ao fazer planos funerários. “Fomos mudando e nos renovando de acordo com as necessidades de mercado”, acrescentou Camila que, por sua vez, nunca teve medo: “Praticamente nasci lá dentro, então para mim é normal”.

Começo na rua Antônio Carlos e continuação na Onze de Agosto

No início, em 1974, a Funerária Bracalente era na rua Antônio Carlos, no coração do Centro. “Era um local pequeno em frente de onde hoje é o Bradesco. Depois fomos para outro lugar, onde temos uma unidade até hoje, em frente à Montreal Magazine, e há 17 anos estamos também na avenida Onze de Agosto, próximo à delegacia”, explicou Celso, que recordou também dos primeiros carros funerários da empresa: Caravans, Kombis e Ímpalas.

“Fomos atendendo bem Valinhos e região, crescemos e hoje temos 43 funcionários e dentre nossos veículos temos uma limusine, todos devidamente adaptados”, afirmou o empreendedor que há exatamente 30 anos comprou sua parte parcelada no negócio familiar, com 25 anos de idade. “Nosso pensamento é que não podemos criar outros problemas para a pessoa no momento difícil de perda. Procuramos resolver da melhor forma possível”.

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Atendimentos e histórias

Em média a Funerária Bracalente faz de 60 a 70 atendimentos por mês. “O período de frio costuma ter mais, entre junho e agosto, por causa da circulação ficar mais difícil, o que pode levar a enfartes”, ressaltou Celso que dentre tantos funerais, lamentou ter feito o da própria mãe, pai e uma filha que faleceu com cinco anos. “Atendemos ocorrências de mortes naturais, assassinatos, suicídios e acidentes, mas quando é criança, adolescente, nos comove muito porque sempre nos colocamos no lugar dos pais”, afirmou.

Entre histórias ele e sua filha lembraram de casos como do funcionário que capotou um carro da funerária no viaduto Laudo Natel possivelmente por algum medo, outro que desmaiou no IML e trabalhadores que sonham com mortos se mexendo em sua primeira semana no ofício. “Lidamos com muitas desistências por serviços”, lamentaram.

Celso frisou que utilizam a tanatopraxia (moderna técnica de conservação de cadáveres). “Não se usa mais algodão, assim fica-se livre de fungos e mau cheiro”. Sobre o cemitério municipal e o problema da falta de espaço, opinou: “A solução é verticalizar”.

 

“Tentamos acalmar as pessoas”

Garantiu Camila: “Choramos e sentimos a dor junto com as famílias. É muito comovente. Um caso que me marcou muito foi o de três jovens que vieram de orações na madrugada e, logo depois, todos morreram em um acidente e tivemos que avisar as mães”. Celso lembrou de outras histórias como a do casal que morreu com uma semana de diferença e do suicídio que a pessoa se enforcou e deixou uma carta dizendo que queria ser levado pela funerária Bracalente.

“Mas tem gente que não passa na frente da funerária de medo, quando vê o carro, se benze, tira o chapéu”, contou e finalizou com sua missão profissional: “Acho que já está tudo escrito e cada um tem seu dia de morrer. A questão é que não tem como saber, mas quando chegar a hora, a Bracalente vai estar preparada para o momento ser menos difícil”.

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