Pelo direito das Mulheres-Maravilhas

Pelo direito das Mulheres-Maravilhas

2 de junho de 2017 1 comentário

Corredora de rua, Diana Zechin representou Valinhos em evento na capital paulista 50 anos depois de um marco da luta das mulheres na sociedade

Por Bruno Matheus

Diana Prince é a mais famosa heroína da cultura popular. Com o nome de Mulher-Maravilha, a personagem não ficou conhecida apenas nos quadrinhos, filmes e desenhos, mas também por sua personificação da força da mulher. Às vésperas do lançamento de seu novo filme, um evento ocorrido no centro da capital paulista neste último domingo, dia 28, reuniu diversas mulheres-maravilhas. Estas, porém, de carne, osso e uma causa.

Tratava-se de uma corrida de rua de até oito quilômetros em que o objetivo não era competir, e sim a interação social. O evento aconteceu 50 anos depois de um marco na luta das mulheres na sociedade. Em 1967, registrou-se a primeira participação oficial conhecida de uma mulher, Kathrine Switzer, na tradicional Maratona de Boston. Elas não eram permitidas. Inscrita com o nome de “K. Switzer” ela foi descoberta e um organizou tentou arrancá-la à força, protagonizando uma das fotos mais marcantes do século XX.

jtv_diana_zechinXará de Valinhos

Xará da Mulher-Maravilha, Diana Zechin representou Valinhos no evento em São Paulo correndo oito quilômetros com três amigas e mostrando a importância da causa além do esporte. “Kathrine Switzer fez no campo de atuação dela o que muitas mulheres fizeram e ainda fazem em busca de igualdade de oportunidades. A própria atriz que irá fazer a Mulher Maravilha no novo filme, Gal Gadot, disse que as pessoas têm uma concepção errada do que é o feminismo, como uma coisa agressiva e contra os homens”, declarou Diana em entrevista ao JTV, e esclareceu: “Não é nada disso. É exatamente o que a Kathrine fez há 50 anos, e que as mulheres precisam fazer até hoje em busca de igualdade, seja no esporte ou em qualquer área. Participar de eventos como esse faz com que seja criada uma atmosfera de acreditar na possibilidade de mais espaço e mais oportunidades para as mulheres”.

Sobre o ato de Kathrine Switzer, Diana Zechin considerou ser um ato corajoso e determinado, de quem acredita no próprio potencial e não se limita por imposições sem fundamento. “Mais do que um desafio físico, é um desafio de direito da mulher, de poder tomar decisões sobre a própria vida, em coisas básicas”, afirmou. Ela vê que, apesar de muitas mulheres já buscarem essa igualdade há bastante tempo, ainda hoje esse direito é negado todos os dias. “A diferença salarial, os casos de agressão e estupros e outros índices mostram que existe sim o conceito na sociedade de que o gênero feminino vale menos”, lamentou.

Diana concluiu dizendo que mulheres que desafiam as regras nos esportes, nas artes e na política são muito valiosas e prezou pela consciência social: “Elas trazem visibilidade para isso e permitem que mais mulheres possam batalhar pelo direito de terem o mesmo valor que os homens, em todos os campos”.

 

1 comentário até agora

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  1. Gabriela Angeli
    #1 Gabriela Angeli 2 junho, 2017 , 18:52

    A Diana é exemplo de mulher guerreira. Sem dúvida, nossa cidade e as mulheres foram muito bem representadas por ela! 😉

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