Sub-tenente fala sobre o que é preciso na profissão mais respeitada do país

Sub-tenente fala sobre o que é preciso na profissão mais respeitada do país

3 de julho de 2017 0 comentários

Paulo Roberto Cozoli, de 48 anos, nasceu em Amparo, onde atuou a maior parte de sua trajetória antes de vir para o município, onde está desde fevereiro

Por Bruno Matheus

Há 29 anos na corporação, o sub-tenente Cozoli é o mais graduado do atual Corpo de Bombeiros de Valinhos. Há seis meses na cidade, ele concedeu, nesta semana, entrevista ao Jornal Terceira Visão a respeito da data comemorativa. Paulo Roberto Cozoli, de 48 anos, nasceu em Amparo, onde atuou a maior parte de sua trajetória antes de vir para o município.

Como e por que você decidiu seu bombeiro?

Entrei na Polícia Militar em 1989. Comecei no policiamento de trânsito, em São Paulo, por dois anos. Não havia vagas para bombeiros naquele momento. Depois fui transferido para Amparo como cabo. Três anos depois prestei concurso para sargento e fui para os bombeiros, onde atingi meu desejo profissional.

Fiz escola de bombeiros por um ano e meio e trabalhei em Campinas, no posto do Taquaral. Depois de três anos, voltei para Amparo, onde atuei por 23 anos.

Há quanto tempo está no Corpo de Bombeiros de Valinhos?

Há quatro anos conquistei a patente atual de sub-tenente e estou há seis meses em Valinhos, desde fevereiro. Em janeiro próximo devo me aposentar.

Quais as maiorias das ocorrências que você atende na cidade?

Atuamos em diversas ocorrências como incêndios, acidentes de trânsito, salvamento de pessoas e animais e resgates. Nessa época do ano acontecem mais registros de fogo em mato por causa da estiagem.

Conte, por favor, alguma história de situação inusitada e/ou de extremo perigo.

Inúmeras nesses 29 anos de carreira. Por exemplo, há um mês uma idosa caiu num poço de 25 metros. A sorte foi que ela ficou presa em galhos a 3 ou 4 metros da superfície. Mas, qualquer momento poderia leva-la literalmente ao fundo do poço. Isso aconteceu em uma chácara do Bairro macuco. Um cachorro a viu e latiu até que vizinhos viram o ocorrido e acionaram os bombeiros. Retiramos ela de lá e ela sofreu apenas uma contusão no ombro. Ela é poliglota, fala cinco línguas. Foi um caso memorável, sem dúvida.

Outra foi em Amparo, quando passamos sete dias, 24 horas, apagando as chamas de um incêndio fortíssimo em uma fábrica de papelão. Tonéis e fardos foram incendiados num galpão, mas ninguém se feriu ao fim da ocorrência.

Bombeiro é uma das profissões que, apesar dos riscos, tem o maior respeito e confiança da população. A que você atribui isso? Falando em riscos, quais são, na maioria das vezes, os percalços que vocês passam no ofício?

Trazer o bem para a população. Vamos para a ocorrência com o intuito de resolver um caso de perigo. Por isso que tem 98% de aceitação e aprovação da população do país. Mais do que qualquer outra profissão na lista de confiança do brasileiro. O risco é diário. Por essa razão temos que ter equipamentos de qualidade e estarmos bem treinados, com técnicas apuradas para atender bem a população.

Por fim, quais as características principais que alguém deve ter para ser um bombeiro?

Pensar sempre no bem do próximo e ter amor à profissão. Estas coisas estão em primeiro lugar sempre para a carreira de um bombeiro.

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