Centenas de Casos de Amor: Bar do Juca (Bom Retiro)

Centenas de Casos de Amor: Bar do Juca (Bom Retiro)

4 de junho de 2017 0 comentários

Por Andressa Ferro

Moradores do bairro Bom Retiro conhecem bem o protagonista da reportagem dessa semana: o Bar do Juca. O simpático recinto funciona há treze anos no mesmo ponto e acolhe todas as idades. Das crianças aos senhores aposentados, não há quem não se apaixone pela receptividade e bom astral do Juca, proprietário e regente da ‘orquestra do brindar a vida’ que é o boteco.

Localizado no coração do Bom Retiro, na Rua João Bissoto Filho, de cara o bar do Juca estampa um sorriso no rosto de quem adentra o recinto: a decoração clássica ‘botequense’, as clássicas mesas vermelhas – assim como as paredes- e a mesa de sinuca nos faz sentir em casa. “No quintal de casa”, como bem definiu o proprietário. Como se recebesse, de fato, amigos em sua casa, Joel Lima Rodrigues (o ‘Juca’), é, mais do que dono, um anfitrião de seus clientes. “Chego aqui todos os dias em torno das 6h30 para arrumar tudo, né? Eu limpo, organizo a cozinha e deixo tudo bonito para os clientes, que começam a chegar lá pelas 7h”.

-“Mas não é muito cedo, Seu Juca? Já tem clientes cedo assim?, questiona a reportagem.

-“Ô se tem! Eles vêm aqui comer um pastelzinho para depois irem trabalhar”, afirma, sorridente.

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Pioneiro no bairro, o ponto já é boteco há mais de 30 anos. Virou ‘do Juca’ em 2004 e começou a recepcionar a clientela do final de semana com muito sertanejo de raiz e lanches de pernil, feitos com carinho pelo próprio proprietário, que não cobra nada pela comida. “Antes fazíamos churrasco, né? Mas churrasco você sabe como é…(fez o clássico movimento de mãos sobre o estômago, dando a entender que os petiscos roubavam o espaço da cervejinha) aí passei a bolar esses lanchinhos!”, explicou à reportagem.

Nas clássicas comemorações, Juca conta que muitas personalidades da música local já passaram por lá: Marrom, Zé Maria, Pica-Pau, Vivi, Ney… a lista é longa.  Verdadeira joia do Bom Retiro, o boteco abre de segunda a segunda, do raiar do dia até o último ir embora. Seu Juca, que já possui 66 primaveras no currículo, afirma que de lá, não sai. “Já me perguntaram uma vez se eu não queria parar. Aí eu perguntei: ‘e eu vou pra onde’?”.

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