Estudo aponta que fertilidade masculina também declina com o tempo

Estudo aponta que fertilidade masculina também declina com o tempo

1 de setembro de 2017 0 comentários

Uma nova pesquisa do Centro Médico Diaconisa Beth Israel e da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, identificou que o passar dos anos reduz as chances de homens se tornarem pais. A conclusão contrasta com a crença estabelecida de que apenas a fertilidade da mulher tem prazo de validade.

Na mulher, a quantidade e a qualidade dos óvulos caem vertiginosamente a partir dos 37 anos. Pela idade e por questões culturais, até por diversos exemplos ao longo da história da humanidade, existia o conceito de que a fertilidade impactava somente as mulheres com o passar do tempo e os homens vinham a ser atingidos apenas em casos de idade muito avançada.

As pesquisas científicas nos trazem um cenário diferente. O estudo revela que, em tratamentos de fertilização in vitro, quando o óvulo e o espermatozoide se encontram no laboratório, as chances de sucesso do tratamento são muito melhores quando o parceiro tem menos de 30 anos de idade. Já no caso de uma gravidez tardia, os fatores femininos que dificultam uma gestação são mais determinantes e, diante disso, a idade do homem não tem tanto peso.

“Os homens de fato podem ter uma longevidade reprodutiva muito maior, mas eles também estão sujeitos a fatores tempo-dependentes. Enquanto nas mulheres esse declínio na capacidade reprodutiva é rápido, nos homens a percepção é mais sutil”, explica Mauro Bibancos, urologista e especialista em reprodução humana da Huntington Medicina Reprodutiva.

 

Fatores de infertilidade masculina

Um dos principais fatores que levam à queda da fertilidade masculina é a varicocele, o desenvolvimento de varizes nos testículos. A condição ajuda a aquecer os testículos, que precisam estar uns dois graus Celsius (2oC) abaixo da temperatura corporal para a boa produção de espermatozoides.

Além disso, o estilo de vida também pode ter grande influência na saúde reprodutiva do homem.  Peso, sono e estresse crônico são os principais pilares desse quadro. A reposição hormonal à noite, durante o sono, é essencial. E o excesso de peso e estresse crônico provocam um desequilíbrio hormonal que diminui a produção de testosterona. Há também fatores sistêmicos, como diabetes e colesterol alto, que pioram a qualidade do sêmen.

“O testículo não é um compartimento isolado. Ele faz parte do corpo e tudo que circula em nosso organismo, como drogas e álcool, pode prejudicar muito a produção seminal. Com o tempo, a ação de todos esses fatores, juntos aos do ambiente onde aquele homem vive, se somam e provocam o declínio da capacidade reprodutiva dele”, finaliza Bibancos.

 

 

Sobre a Huntington Medicina Reprodutiva

A Huntington Medicina Reprodutiva é o maior grupo de reprodução assistida do Brasil e da América Latina. Referência em atendimento, pesquisa, prevenção e tratamento da infertilidade, a Huntington conta com médicos especialistas em reprodução assistida vinculados a instituições de ensino e pesquisa no Brasil, Estados Unidos e Europa. Sob a direção dos Drs. Paulo Serafini e Eduardo Motta, renomados especialistas na área, o grupo é referência em tratamentos para fertilidade, oferecendo uma medicina ética, transparente e de qualidade. Com localizações estratégicas, as unidades de atendimento do grupo estão em São Paulo e Campinas, oferecendo ao paciente instalação com os mais avançados recursos e excelente infraestrutura que garantem segurança e eficiência em todos os procedimentos realizados.

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