Febre amarela: região de Campinas é uma das poucas fora da área de risco em São Paulo

Febre amarela: região de Campinas é uma das poucas fora da área de risco em São Paulo

6 de fevereiro de 2017 0 comentários

Estado já acumula seis mortes, mas Valinhos não enviou representante em reunião com líderes municipais para combater a doença

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou no início dessa semana seis mortes no estado por febre amarela. Dentre elas, duas vítimas viajaram para o interior do estado, e quatro para Minas Gerais, região que está sofrendo surto da doença desde o final do ano passado. De acordo com as autoridades, metade do estado de São Paulo está sob o risco da doença, mas as regiões mais populosas – Região Metropolitana de Campinas e capital, não estão incluídas.

Como estratégia para reverter o quadro e não deixar a doença chegar ao meio urbano, a Secretaria de Saúde de São Paulo promoveu um encontro na segunda-feira passada (30) com prefeitos e secretários municipais para discutir as próximas medidas a serem tomadas. No entanto, Valinhos não enviou nenhum representante. Questionada,  até a data a Prefeitura não informou o motivo de sua falta. Líderes de outras oito cidades da RMC também não compareceram ao encontro – Paulínia, Americana, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Indaiatuba, Pedreira e Sumaré.

As áreas de risco de contaminação da doença são regiões silvestres, rurais e de mata, que em São Paulo ficam no interior. A preocupação no estado, discutida na reunião do início da semana, é com os 31 casos de macacos contaminados que aparecem em algumas cidades, como Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Franca e Barretos. Dessa forma, a vacina é recomendada para todos aqueles que residam e os que visitarão essas áreas de risco. Aqueles que já tiverem sido vacinados nos últimos 10 anos, não precisam repetir a dose.

Aedes Aegypti e sua multiplicação de doenças

Após o recente surto de dengue no país, o Aedes Aegypti passou a transmitir também as doenças de Chikungunya e Zika Vírus. Agora, o mosquito é vilão novamente. Ele é o responsável pela transmissão da febre amarela no meio urbano, e o mosquito Haemagogus é o principal responsável nas áreas florestais.

Portanto, mais uma vez, as autoridades de saúde reafirmam a necessidade de combater o mosquito para evitar que a doença chegue até a área urbana, algo que não acontece no país desde 1942, com um caso no Acre.

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