Fumantes receberão orientação e tratamento gratuito em Campinas

Fumantes receberão orientação e tratamento gratuito em Campinas

25 de agosto de 2016 1 comentário

3º Mutirão Sociedade Contra o Fumo, acontece na segunda-feira (29) em três pontos da cidade de Campinas

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Sendo que,10,8% dos habitantes, ou aproximadamente 22 milhões de pessoas, são viciadas em tabaco.

O fumo mata seis milhões de seres humanos por ano, cerca de 600 mil mortes são de fumantes passivos, ou seja, atingidos involuntariamente pela fumaça expelida pelos viciados.

Com intuito de conscientizar as pessoas e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro, é lembrado anualmente no dia 29 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data instituída em 1986, pela lei nº 7488.

Sabendo da sua responsabilidade, para a diminuição e o impacto das doenças cardiovasculares no País e principalmente no Estado de São Paulo, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), participará do 3º Mutirão Sociedade Contra o Fumo, que acontecerá na próxima segunda-feira (29), na sede social da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC), localizada na (Rua Delfino Cintra, 63, Centro-Campinas), das 9h00 às 17h00.

O evento também contará com dois pontos de triagem e avaliação com profissionais da saúde para orientar a população gratuitamente. As avaliações serão realizadas na Praça José Bonifácio e no Largo do Rosário, em Campinas, das 9h00 às 17h00.

Os participantes terão oportunidade de responder a questionários clínicos que identificam o grau da dependência ao tabaco. Além disso, serão orientados para suporte à interrupção do fumo através dos centros especializados da Secretaria de Saúde de Campinas. Toda a orientação será́ gratuita, assim como os exames realizados ou solicitados durante o mutirão.

Os primeiros eventos com este foco ocorreram em maio de 2015 e em agosto do mesmo ano, com grande sucesso: mais de 1200 pessoas triadas, 294 tabagistas encaminhados para ambulatórios de cessação de fumo e identificação de um terço destes de alto risco com investigação com tomografia de tórax de baixa dose para câncer de pulmão e aterosclerose coronária. Dos pacientes de alto risco triados na campanha anterior, cerca de um terço deles teve a detecção de algum nódulo suspeito ou que necessitasse investigação mais a fundo e 10% foi identificado com aterosclerose coronária extensa, sendo encaminhados para ambulatórios de especialidades para seguimento clínico.

O projeto é organizado pela Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC) e recebe o apoio da UNIMED, Prefeitura Municipal de Campinas, dos alunos das Faculdades de Medicina da PUCCAMP, São Leopoldo Mandic, UNICAMP, alunos do curso de Enfermagem e Fisioterapia da UNIP e Enfermagem da Faculdade Anhanguera de Campinas – Unidade Taquaral, além da Sociedade de Cardiologista do Estado de São Paulo (SOCESP).

 

Por que o tabaco mata

De acordo com o presidente da Regional de Campinas da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) e coordenador do projeto, Dr. Alessandro Franjotti Chagas, a fumaça dos cigarros contém 4,7 mil substâncias tóxicas e o tabagismo tem relação com inúmeras doenças, dentre elas, câncer de pulmão, da cavidade oral, de bexiga e laringe, assim como doenças do coração, enfisema pulmonar e bronquite crônica. “Estas substâncias químicas provocam contração dos vasos sanguíneos e aumentam a viscosidade do sangue, ocasionando doenças como hipertensão arterial, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e trombose nos mais variados segmentos arteriais do organismo”.

1 comentário até agora

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  1. Ivo Cocco
    #1 Ivo Cocco 26 agosto, 2016 , 10:47

    Não é somente a saúde e o risco dos demais fumantes passivos que estão envolvidos na questão tabagista.
    Há a necessidade de empreender uma discussão em âmbito nacional e mundial, para se combater o vício de uma forma radical, na mesma proporção das outras drogas (crack, cocaína, maconha, bebidas alcoólicas etc.).
    As campanhas atuais atingem bem poucos usuários e sempre são feitas com apelos pontuais, com efeitos positivos, mas carecem de maior amplitude, pois seus resultados visam os efeitos e não as causas.
    Enquanto os objetivos alcançarem apenas os viciados, não haverá solução, pois as fontes continuarão impunes.

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