Demitidos e funcionários da Santa Casa reclamam da falta de pagamento

Demitidos e funcionários da Santa Casa reclamam da falta de pagamento

23 de janeiro de 2017 0 comentários

Sindicato e gestores procuram ajuda do município para manter entidade funcionando e atendendo pelo SUS

Após as 79 demissões que aconteceram na Santa Casa de Valinhos no início de janeiro, os demitidos e o Sindicato dos Funcionários da Saúde (Sinsaúde) começaram a procurar ajuda da Prefeitura para conseguir dinheiro para a Santa Casa pagar as rescisões. A primeira visita aconteceu na tarde de segunda-feira passada, 16, à Câmara Municipal. Eles foram recebidos pelo presidente Israel Scupenaro. Na reunião também estiveram os representantes da Santa Casa. Foram expostas as situações de cada um dos lados e o presidente do Legislativo se comprometeu a levar a situação ao prefeito Orestes Previtale em encontro que aconteceria horas mais tarde. Cumprindo a promessa, mais uma vez acompanhado pelos gestores da Irmandade, Scupenaro falou com o prefeito, que se comprometeu a liberar verbas de acordo como orçamento municipal.

Para que o dinheiro chegue às mãos do hospital, Orestes pediu uma sessão extraordinária à Câmara, que foi realizada na manhã de quinta-feira, 19. Foram votados dois projetos no valor total de mais de R$ 3 milhões. O primeiro projeto era de subvenção para o hospital no valor de até R$2,7 milhões, parcelados em até R$ 225mil mensais. Já o segundo projeto, trata-se do resultado de convênio celebrado com o Governo do Estado no valor de R$472.940,00, para a aquisição de materiais de consumo. Para que os projetos pudessem ser apreciados e votados pelos vereadores, o presidente Israel Scupenaro (PMDB) fez, logo no início da sessão, a eleição das comissões permanentes da Casa (Justiça e Redação, Finanças e Orçamento, Obras e Serviços Públicos e Cultura, Denominação de Logradouros Públicos e Assistência Social).

Questões levantadas

Durante a reunião com Scupenaro, o Sinsaúde tocou em alguns pontos importantes com relação às demissões. Segundo o relatado, quando ficou sabendo que haveria os cortes, a presidente do sindicato, Leide Mengatti, afirmou que fossem feitos usando critério social. Ou seja, que fossem demitidos aqueles que já estavam aposentados e que tivessem outro emprego. Infelizmente isso não foi feito. Portanto, foram mandados embora funcionários com muito tempo de casa e que dependiam exclusivamente do emprego como fonte de renda. Além disso, houve pelo menos um caso de demitido que estava em período de estabilidade. Com isso, a Santa Casa terá que pagar 18 meses de salário para o desligado. “Teriam que ter mais cuidado na hora de fazer as demissões”, disse Leide.

Salários em atraso

O atraso em pagar as rescisões não é o único problema financeiro enfrentado pela Irmandade. Para quem não foi demitido a dificuldade é conseguir receber o salário. Os vencimentos de janeiro ainda não foram pagos devido a falta de repasse, já que desde dezembro a Prefeitura não repassa um centavo à Santa Casa. Para tentar achar uma solução, mais uma vez o Sinsaúde entrou em cena e convocou uma assembleia para a tarde de terça-feira, 17, na sala onde fica o relógio-ponto dos funcionários.

Estiveram presentes os gestores do hospital, que passaram as informações das dificuldades financeiras e pediram até o dia 25 para que os pagamentos sejam acertados. Os colaboradores aceitaram, mas garantiram que, caso não seja cumprida a promessa, haverá paralização já na manhã do dia 26, quinta-feira. Além disso, para que conseguissem trabalhar até o dia 25, os empregados exigiram o pagamento do vale-transporte a quem vai de carro trabalhar. Foi recomendado que passassem no RH para que fosse analisado cada um dos casos.

O fato é que se o dinheiro não entrar logo, a Santa Casa corre sério risco de reduzir seu funcionamento e quem vai sofrer é a população, que ficará sem atendimento médico.

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