Prefeitura despeja lixo de maneira irregular no antigo aterro sanitário desativado de Valinhos

Prefeitura despeja lixo de maneira irregular no antigo aterro sanitário desativado de Valinhos

8 de janeiro de 2016 0 comentários

Veja abaixo a posição da Estre sobre a operação de recebimento de resíduos, desmentindo nota oficial da Imprensa Oficial de Valinhos que afirma demora de 12 horas de descarregamento em Paulínia

A partir de uma denúncia anônima recebida pelo Jornal Terceira Visão e por alguns vereadores, entre eles o vereador Giba (PDT), Léo Godoi (PT) e Israel Scupenaro (PMDB), foi descoberto um despejo ilegal de lixo orgânico no aterro sanitário desativado do município de Valinhos, próximo à Rodovia Dom Pedro |, no bairro Contendas, na tarde de ontem (7). O lixo estava sendo despejado pela Prefeitura Municipal de maneira irregular, e a céu aberto.

DSC_0038Uma clareira foi aberta no mato, onde havia sido depositada uma grande quantidade de lixo orgânico. No local havia também uma retro escavadeira, que faria a função de carregar o lixo para outros caminhões, que fariam o transbordo para a cidade de Paulínia.

A montanha de lixo estava lá há pelo menos três dias pelo forte cheiro no local, permeado de moscas varejeiras e outros bichos.

Segundo informações, a empresa que está realizando a operação é a empresa Valterra Terraplenagem, contratada pela empresa Corpus Saneamento e Obras, que realiza a limpeza urbana da cidade.

Houve uma tentativa de contatar a Cetesb, que não pôde comparecer ao local, igualmente à Guarda Municipal Ambiental e Polícia Ambiental Militar. Algum tempo após esse contato, a diretora da Secretaria de Obras de Valinhos, Rosa Manali, compareceu ao local e informou que o lixo estaria sendo depositado no aterro desativado por ordens da própria Secretaria de Obras. Em suas palavras, “Ou o lixo fica no meio da rua, ou coloca-se o lixo lá”.

Segundo informações, o lixo estaria sendo depositado sob ordens da Secretaria de Obras e Serviços Públicos

DSC_0020Questionado, o Secretário Wilson Ventura informou que a Prefeitura está usando a área de forma irregular como transbordo/transferência e não como armazenamento de lixo. Ele colocou que lá são despejados vários caminhões de lixo que são transferidos para uma carreta, para que esta fique na espera na ESTRE e não os caminhões que fazem a limpeza da cidade, fazendo assim com que a coleta de lixo não seja afetada. “É uma ação paliativa e de curto prazo, emergencial, numa decisão tomada pela Secretaria e Obras e Serviços Públicos com o conhecimento do Prefeito Clayton Machado”, afirmou Ventura.

Em nota, a Prefeitura declarou que “O local está sendo utilizado emergencialmente como transbordo/transferência até que a situação do aterro sanitário Estre em Paulínia seja regularizada. A população estava sofrendo com o atraso causado no descarte em outro município e, por isso, o local foi usado emergencialmente, mas o lixo de meio período já está sendo retirado”.

Questionado, o Secretário Wilson Ventura informou que a Prefeitura está usando a área de forma irregular como transbordo/transferência e não como armazenamento de lixo. Ele colocou que lá são despejados vários caminhões de lixo que são transferidos para uma carreta, para que esta fique na espera na ESTRE e não os caminhões que fazem a limpeza da cidade, fazendo assim com que a coleta de lixo não seja afetada. “É uma ação paliativa e de curto prazo, emergencial, numa decisão tomada pela Secretaria e Obras e Serviços Públicos com o conhecimento do Prefeito Clayton Machado”, afirmou Ventura.

Outra nota da imprensa oficial de Valinhos foi compartilhada nas redes sociais a fim de justificar a problemática, e ainda afirmando sensacionalismo e maldade sobre a questão do lixo encontrado no aterro desativado há anos. Leia abaixo na íntegra.

Problemas com o aterro de Paulínia levam Prefeitura de Valinhos a tomar medida emergência

Objetivo foi o de não prejudicar ainda mais a população

A Prefeitura de Valinhos foi obrigada a utilizar provisoriamente um aterro desativado na cidade, nesta semana, para colocar o lixo doméstico. O material de meio período de coleta ficou no antigo depósito, na marginal da Rodovia Dom Pedro e, nesta quinta-feira, foi levado para o aterro de Paulínia, Estre Ambiental.

O local foi utilizado como transbordo/transferência para conseguir atender à demanda reprimida das últimas semanas da população. A situação foi agravada pelo período de final de ano, quando a produção de lixo é ainda maior.

Desde a semana do Natal, assim como Valinhos, muitos municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) atendidos pela Estre, enfrentaram graves problemas para realizar o descarte do material, devido às chuvas.

A Estre é um dos únicos aterros sanitários da região e atende 16 dos 20 municípios da RMC.
Caminhões chegaram a amargar até 12 horas de espera para conseguir despejar o material, o que acabou por atrasar a coleta em vários bairros da cidade e o cronograma diário da operação.

De acordo com o Departamento de Limpeza Pública, a normalização dos serviços dependerá do aterro de Paulínia.

O Jornal Terceira Visão questionou a imprensa da Estre (CGR – Paulínia) para esclarecimentos da demora citada pela Prefeitura Municipal de Valinhos através da nota citada acima, e a mesma desmente nota da municipalidade.

Nota da imprensa da Estre de Paulínia

A Estre informa que o tempo para descarregamento no Centro de Gerenciamento de Resíduos de Paulínia (CGR-Paulínia) está dentro da média e as horas de espera indicadas pela reportagem não conferem com a realidade da operação. Recentemente, a companhia adotou medidas especiais para diminuir o tempo de descarregamento no CGR Paulínia. A companhia abriu duas frentes de trabalho: uma para carretas de grande porte e outra para caminhões de menor porte. Com frentes distintas, os caminhões menores que transportam o lixo da maioria das cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) não precisam esperar o descarregamento das carretas, que é mais demorado em função do maior volume de resíduos, garantindo menor tempo de permanência para todos os veículos dentro do CGR.  – Estre Ambiental

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