Lombalgia (dor lombar)

Lombalgia (dor lombar)

28 de setembro de 2017 0 comentários

Por Dr Thiago do Prado Augusto.

 

A coluna lombar está localizada acima das nádegas, possui uma curvatura normal chamada lordose e é composta por cinco vértebras articuladas entre si, a coluna torácica e o osso sacro. As dores nesta região são chamadas de lombalgia e podem ou não estar acompanhadas de sintomas nas pernas, formigamentos, perda de sensibilidade e até mesmo de força e controle de membros inferiores.

Muitos quadros de lombalgia, ainda que provoquem sintomas muito intensos e incapacitantes de forma momentânea, não exigem cirurgia e podem ser solucionados por completo mediante um tratamento conservador.

Anualmente a lombalgia acomete cerca de 65% da população, e terá é atingido cerca de 84% em algum momento da vida. Porém, apenas 60% procura tratamento. O Ministério da Saúde não considera a lombalgia uma doença, e sim um tipo de dor que pode ter diversas causas, que podem ter um viés mais complexo ou não. Dentre elas é possível citar o esforço físico de forma incorreta, má postura, traumas físicos, hérnia de disco, artrose, transtornos musculares, gravidez, e até mesmo fatores emocionais. Cada causa deve ser descoberta e tratada da forma mais adequada quanto ao tipo da dor, tempo de duração, período etc.

A lombalgia pode ser classificada como crônica ou aguda, variando de acordo com a causa e o tempo de dor. Exames de imagem são complementares e auxiliam no diagnóstico e, consequentemente, no tratamento do sintoma.

Popularmente muito se fala sobre algumas “curas” para as lombalgias, como simpatias, chás ou compressas. No entanto, a regressão da dor pode ocorrer por um curso natural, como por exemplo se ela surgiu após um esforço que não gerou lesão. Por conta disso, essas crenças ganham força de forma equivocada e o “achismo” e a velha frase “com meu vizinho deu certo” afastam a população do tratamento correto e assertivo do quadro, levando a um retorno dos sintomas de forma mais grave futuramente. É importante lembrar que durante o tratamento os profissionais passam orientações de como se movimentar, manter uma postura adequada, fazer certos esforços, o que auxilia a prevenir de forma eficaz o surgimento de novas dores.

Por isso, a prevenção sempre é o melhor remédio. Atividade física e hábitos saudáveis ainda são, e acredito que sempre serão, recomendados por todos e para todos. Especificamente em relação à região lombar, o fortalecimento muscular é de grande importância para evitar lesões, pois assim não há sobrecarga mecânica da coluna, o que melhora a vascularização e a funcionalidade lombar.

Atualmente existem diversas recomendações para o tratamento da lombalgia. É possível utilizar o método medicamentoso, que deve ser feito unicamente pelo médico (NUNCA se auto medique), bem como cirurgias e técnicas realizadas por profissionais da saúde não médicos. As técnicas que ganham maior destaque envolvem a fisioterapia e a diversidade de frentes que ela possui: osteopatia, quiropraxia, acupuntura, pilates etc. Cada uma tem a sua particularidade, efetividade e indicação, por isso a avaliação por um profissional qualificado é muito importante.

Sempre que sentir dor lombar procure ajuda profissional, o tratamento precoce é sempre muito eficiente e importante para melhora do indivíduo e prevenção.

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