Mario Juliatto: um olhar clínico para talentos do futebol

Mario Juliatto: um olhar clínico para talentos do futebol

10 de junho de 2017 0 comentários

Com o olhar distante, como se pudesse ver cenas antigas logo ali em seu jardim, Mario Juliatto volta no tempo para relembrar grandes histórias. Enquanto acumula brasa em seu Dunhill, o conhecido valinhense fala com grande prazer, na varanda da sua casa, sobre um dos seus maiores prazeres: o futebol, que começou a jogar aos 14 anos, como zagueiro, no Valinhense Clube. Porém, aos 22, teve uma lesão no joelho. O problema, na verdade, acabou sendo um ajuste de velas na sua carreira futebolística.

Técnico e título brasileiro pelo São Paulo

Mario Juliatto começou no time infanto-juvenil, depois foi para a Ponte Preta em 1969, onde ficou até 1974. A lesão no joelho lhe apontou sua função definitiva no gramado, a de técnico. Assim, primeiramente atuando nas bases de formação, revelou no time alvinegro nomes muito conhecidos da região para o estrelato como Carlos Gallo, Moacir, Oscar, Polozzi, Aloísio e Zé Roberto. De 1974 a 1980 trabalhou no São Paulo. No Tricolor paulista foi auxiliar técnico, a princípio de José Poy, assumindo várias vezes o time principal. Uma dessas vezes foi histórica: na final do Campeonato Brasileiro de 1977, junto com Rubens Minelli, sagrando-se campeão nacional pelo São Paulo, seu maior título pessoal. Ainda no São Paulo, revelou nomes como Zé Sérgio e Muricy, que viria a ser, anos mais tarde, vitorioso técnico ídolo do time. Ainda no Tricolor, fazia selecionamentos na Escola Ítalo Feola, que idealizou, fundou e coordenou.

Destaque em vários times

Depois, em 1980, treinou o Coritiba, onde se destacou ao levar o time da capital paranaense às semifinais do Brasileirão daquele ano, em que também foi campeão pernambucano com o Sport de Recife. Lá, ainda revelou o centroavante Roberto Coração de Leão. Em 1981 treinou o Internacional de Porto Alegre, que passava por renovação após a fase de grandes craques como Falcão, Batista, Caçapava e Carpegiani. No mesmo ano atuou no Vitória da Bahia. Lá revelou Bebeto, que fez história na Seleção Brasileira em 1994. No ano seguinte trabalhou na Portuguesa e, em 1983, no Santa Cruz, clube em que revelou Ricardo Rocha, Marco Antônio e Rivaldo. No mesmo ano foi campeão pernambucano novamente, desta vez com o Náutico. Após revezar entre os maiores times de Pernambuco, atuou ainda no Goiás em 1987.

No ano seguinte teve sua primeira experiência no futebol internacional, sendo técnico do Rio Ave, de Portugal. Em 1990 treinou o Grêmio Maringá e o Fortaleza, onde sagrou-se campeão cearense em 1991. Atuou também no Ceará, CSA de Maceió e Paraná, antes de embarcar para seu segundo time internacional, o Al-Shabab, da Arábia Saudita.

Retorno aos campos em breve

“Depois fiz um empreendimento em Valinhos e parei, mas devo retornar em breve, tenho alguns convites que estou analisando”, concluiu em tom de quem mantém ainda algum segredo, mas sem conseguir esconder o entusiasmo.

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