Para agente de viagens, em 2017 o mercado do turismo voltou a crescer

Para agente de viagens, em 2017 o mercado do turismo voltou a crescer

22 de abril de 2017 1 comentário

Após período de recessão no ano passado, valinhenses voltam a priorizar o lazer e conhecimento cultural, segundo Maria Ana Spanholeto

Começou-se o ano de 2017 sem grandes perspectivas para o mercado de turismo no Brasil. Corrupções políticas por todos os lados, desempregos e a crise econômica que chegou ao ápice em 2016 são os principais motivos para os economistas apostarem em um ano difícil para as agências de viagem. Contudo, contrariando expectativas, a dona da agência Costa do Marfim – Maria Ana Spanholeta, afirma que, até o momento, o ano está muito melhor do que o esperado.

Natural de Valinhos, Maria Ana é uma das primeiras agentes de viagem na cidade. Começou a fazer excursões na capital do figo durante a década de 80, época em que o município carecia de opções dentro do ramo. Após 10 anos organizando grupos e proporcionando memórias que muitos valinhenses carregam até os dias de hoje, a agente de turismo conseguiu abrir sua própria agência. Ano após ano, a Costa do Marfim se atualiza em decorrência dos acontecimentos nacionais. Essa recente crise econômica é apenas um dos desafios que a profissional encontrou no caminho, mas sua paixão pelo que faz sempre a motiva a continuar. “Todo dia agradeço a Deus por ter esse trabalho que além de gostar muito de fazer, é gratificante pela satisfação de ver as pessoas se emocionarem em viagens e poder arrancar sorrisos de seus rostos”, comentou a profissional.

Em razão do Dia da Agente de Viagem, celebrado na próxima segunda-feira, 24 de abril, a tradicional profissional aproveitou para contar ao JTV mais detalhes sobre o mercado de turismo e dividir algumas histórias.

Como começou sua história no mercado de viagens?

Eu era professora de violão na Casa a Cultura aqui de Valinhos. Gostava muito de viajar durante as férias e conheci muitos lugares do Brasil. Nesse tempo, um senhor da agência Wander Turismo, de Campinas, achou que eu tinha perfil para o trabalho. Fiz um curso de turismo e comecei a acompanhar o pessoal nas viagens como guia. Eu tinha 28 anos e vi que em Valinhos tinha uma fatia desse mercado não muita explorada, então comecei eu mesma a organizar os meus grupos. Nessa época eu trabalhava como professora de violão durante a semana e como agente de viagens aos finais de semana.

Quando surgiu a Costa do Marfim?

Na época em que fazia os roteiros aos finais de semana, um dia eu estava conversando com um amigo e propus uma parceria para abrirmos uma agência. Era 22 de junho de 1995 quando conseguimos abrir. Surgimos com uma clientela boa de turismo rodoviário, o que sempre foi nosso diferencial. Mas já começamos trabalhando também com transporte aéreo e marítimo.

Por que em Valinhos o turismo rodoviário deu tão certo?

As pessoas gostam de viajar em grupo, não é todo mundo que se aventura sozinho ou de carro. Hoje as pessoas ainda querem bons empregos, mas também querem ter o prazer de conhecer novos lugares e fazer amigos. Geralmente, no turismo rodoviário nós vamos muito a São Paulo. Vamos ao teatro e depois jantar. Dá certo porque não é um investimento grande, e é uma noite prazerosa, em que a pessoa não precisa se preocupar com nada.

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O slogan da Costa do Marfim é ‘seu sonho é nossa realidade’. Além do rodoviário, as viagens internacionais também são forte na agência?

Sim, transporte aéreo e marítimo. O slogan significa que vamos fazer de tudo para que você tenha a viagem mais prazerosa possível – indicamos bons restaurantes e passeios voltados para o que o cliente quer. Tudo o que temos hoje é fruto de muito trabalho. É uma conquista, não é repentino, mas um crescimento vagaroso.

Ano passado foi um ano de recessão. Como está o setor hoje? Há perspectiva de melhora?

Em 2016 diminuíram as vendas. Muito se falava sobre a perspectiva de que 2017 seria pior, mas não está sendo. As pessoas estão investindo em lazer cada vez mais. Hoje a procura é muito maior do que no passado. Famílias inteiras se programam para viajar juntos.

Hoje em dia, cada vez mais as pessoas usam a internet para viajar e criar roteiros. As agências de turismo estão perdendo espaço para a internet? Como contornar essa situação?

Eu acho que a internet atrapalha um pouco no sentido da pessoa achar que ela vai ter preços melhores. Mas o diferencial da agência é que o passageiro sempre vai ter um suporte. Se você tem um problema com o voo, por exemplo, sem a agência não vai ter quem responda ou resolva. A agência tem gente de plantão que vai te atender a hora que for. Isso dá segurança. Outro ponto diferencial da agente de viagens é que ela está sempre atualizada e antenada para passar o máximo de propriedade às pessoas, porque ninguém quer sair do conforto da sua casa para ir a um hotel que o chuveiro não funciona, por exemplo. O agente de viagem vai onde a internet não consegue ir.

Quais suas dicas para quem está pensando em viajar no cenário econômico atual?

Os países da América do Sul são sempre econômicos e não precisa de muitos dias para conhecer. Além dos tradicionais Buenos Aires e Bariloche, passeios legais também existem na Colômbia, Peru, que são mais baratos. Já para quem quer começar a conhecer a Europa, eu sempre indico Portugal e Espanha. Esse ano, inclusive, Portugal tem a comemoração dos 100 anos de aparição de Nossa Senhora de Fátima. No Brasil eu indico o nordeste.

1 comentário até agora

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  1. Amanda
    #1 Amanda 24 abril, 2017 , 10:27

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