Presenteie os professores neste 15 de outubro com saúde e bem estar

Presenteie os professores neste 15 de outubro com saúde e bem estar

27 de setembro de 2017 0 comentários

Ministério da Saúde reconhece distúrbios de voz relacionado ao trabalho

 

A voz é considerada um dos mais eficazes meios de interação humana e é uma das principais ferramentas de trabalho dos professores. Mesmo com todas as tecnologias que surgiram e que continuam surgindo ao longo do tempo, nenhuma substitui o uso da ferramenta vocal. E por ser um instrumento essencial para o exercício da profissão, o uso adequado dela está diretamente atrelado ao bom desempenho do professor em sala de aula.

Segundo Raquel Luzardo, fonoaudióloga que atua em assessoria escolar, a atividade docente implica, quase sempre, em uma demanda vocal maior que a habitual. A isso se somam alguns fatores inadequados do local de trabalho: acústica e tamanho da sala de aula, uso de aparelhos auxiliares como microfones, quantidade de alunos por sala e a idade dos alunos. “O professor também está mais exposto a condições insalubres como pó de giz, salas mal ventiladas ou com correntes de ar, alunos com gripes, resfriados e outras doenças laríngeas – situações que podem contribuir para o surgimento de alterações vocais”, alerta Raquel. Usar excessivamente a voz de forma incorreta e em situações de risco podem desencadear problemas relacionados ao trauma constante, como pólipos, nódulos e granulomas, que são lesões de cobertura das pregas vocais. Por tudo isso, o professor deve tomar alguns cuidados com a voz a fim de preservar esse importante instrumento de trabalho.

Seguem algumas dicas da fonoaudióloga de cuidados fáceis de aplicar no dia a dia que podem prevenir esses males:

  • O professor deve tentar falar com menos esforço, procurando reduzir a força com que fala;
  • Respeitar os horários de alimentação e descanso;
  • Diminuir os ruídos do ambiente – por exemplo se uma turma estiver brincando no parque ao lado da sala, feche a porta para diminuir o barulho;
  • Evitar alimentos gordurosos antes do uso da voz;
  • Ter sempre uma garrafinha de água por perto para se hidratar, mas não beber de uma só vez. É importante ir tomando pequenos goles frequentemente;
  • Se estiver com a voz cansada e mesmo assim precisar fazer uso dela, fale mais devagar, articule bem as palavras, abra a boca ao falar, module a voz, use frases mais curtas e evite sussurrar;
  • Pigarrear, tossir e raspar secreção deve ser evitado e substituído pela deglutição, que auxilia nessa eliminação sem causar prejuízos;
  • A disposição dos alunos em sala formando um “U” ajuda a dissipar melhor o som da voz, além de promover uma educação mais dialógica a partir da qual todos se veem e se comunicam;
  • Roupas ajustadas e confortáveis facilitam o fluxo respiratório e a manter a postura.
  • A famosa maçã, que sempre esteve relacionada a um presente para os professores, faz sentindo, já que é um alimento fibroso e auxilia na limpeza da boca, pois tem ação adstringente, assim como os sucos e demais frutas cítricas.

Raquel lembra que muitas vezes somos desafiados pela “competição sonora”, seja por barulhos externos ou pela agitação da classe e dos alunos. “É fundamental evitar usar a voz e gritar, pois isso provoca um intenso atrito nas pregas vocais, podendo lesioná-las. Nesses casos o uso de objetos sonoros ou outras estratégias pessoais são mais indicados para conter o barulho e voltar à atenção dos alunos para o professor”, lembra.

 

Programa de Saúde Vocal para o Professor

O dia do professor está próximo e, para comemorá-lo que tal presenteá-lo de uma forma diferente? Oferecendo saúde e bem estar? Essa é a proposta da fonoaudióloga Raquel Luzardo – oferecer um Programa de Saúde Vocal para os professores. O programa é composto por uma triagem vocal onde a fonoaudióloga  irá observar a voz do professor em sala de aula para que se possa detectar a existência de alguma alteração na qualidade vocal, depois vai realizar oficinas com encontros periódicos para orientação, aprimoramento vocal, fisiologia da fonação, hábitos vocais adequados, dentre outros temas com o objetivo de prevenir o desgaste de voz e tratamento clínico que é o acompanhamento fonoaudiológico com valores diferenciados caso o professor necessite de fonoterapia.

 

Após 20 anos de luta, Ministério da Saúde reconhece distúrbios de voz relacionado ao trabalho

O Ministério da Saúde reconheceu a relação entre os distúrbios de voz e a atividade laboral. A notícia foi comunicada, no último dia 24 de agosto, durante o Seminário Latino Americano de Voz e Trabalho, realizado na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a proposta neste momento é dar condições para acolher o profissional que trabalha com a voz para que ele não venha a ficar com problema de voz, ou se já apresentar, se cuidar. Esse é o primeiro passo para que o Governo crie um protocolo com diretrizes de cuidados em relação a voz dos professores e de outros profissionais que a utilizam como instrumento de trabalho.

A saúde vocal é essencial para uma longa carreira do profissional que utiliza a voz como instrumento de trabalho. Para o professor, a voz é indispensável e fundamental para a comunicação e aprendizado do aluno. Cuidados simples auxiliam na prevenção de problemas mais graves, além de promover uma comunicação verbal mais saudável.

 

Raquel Luzardo – Fonoaudióloga, formada pelo Centro Universitário Metodista de Porto Alegre, especialista em linguagem pelo Centro de Estudos em Fonoaudiologia Clínica – CEFAC-SP.  É mãe do Gabriel e diretora da Clínica FONOterapia. Atua em atendimento clínico infantil, orientação familiar e consultoria escolar.

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