Região Metropolitana de Campinas vai ter monitoramento integrado de prevenção à eventos extremos

Região Metropolitana de Campinas vai ter monitoramento integrado de prevenção à eventos extremos

22 de outubro de 2016 0 comentários

Meta 7 da Sustentabilidade Hídrica Futura do Consórcio PCJ atenta para necessidade de ampliação do monitoramento meteorológico

Radar vai auxiliar o desenvolvimento de estratégias para agricultura e população

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A Defesa Civil concluiu a instalação de , que terá o apoio de sensores, instalados nas cidades do entorno de Campinas, e demais estações meteorológicas que já estavam em funcionamento. O objetivo é criar um sistema integrado de prevenção a ocorrência de eventos extremos na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

A informação foi confirmada pelo coordenador da defesa civil de Campinas, Sidnei Furtado Fernandes, durante Reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMC (Agemcamp), no CIESP em Campinas (SP), no último dia 18. Representando o Consórcio PCJ, estiveram presentes o secretário executivo da entidade, Francisco Lahóz, e o seu assessor, Flávio Forti Stênico.

A Agemcamp está montando uma plataforma única, com o processamento de todos os dados monitorados, para que se possa criar um sistema de alerta e ações a serem tomados em toda a RMC em caso da ocorrência de eventos extremos.

O sistema estará totalmente apto para funcionar durante o próximo verão, fornecendo dados precisos sobre as chuvas e previsões do tempo para toda a RMC.

Fernandes ressaltou a relevância do radar meteorológico diante da ocorrência de eventos extremos. “Campinas está dentro da área de maior incidência de formação de tornados ou ventos fortes no Brasil, com ocorrência de 1 tornado a cada 3 anos na região”, atentou ao lembrar o fenômeno que aconteceu em junho deste ano, na cidade.

Segundo ele, é importante que os radares trabalhem informações de maneira conjunta, já que a região sudeste possui o maior número de radares meteorológicos instalados, mas não operam de forma conjunta.

Já o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, destacou na reunião a importância de ações como essa para melhor preparar nossa região para a ocorrência de eventos extremos, que tendem a ser mais recorrentes nos próximos anos. Lahóz ainda atentou sobre as “Metas para a Sustentabilidade Hídrica Futura Frente aos Desafios Climáticos”, dentre elas, a meta de número 7 discorre justamente sobre “Expandir o monitoramento meteorológico com o objetivo de se preparar para a ocorrência de eventos climáticos extremos”.

Essas metas foram elaboradas pelo Consórcio PCJ para os próximos 30 anos buscando assegurar a Sustentabilidade Hídrica para o abastecimento público, o setor industrial e área rural, frente aos Desafios Climáticos, além disso, buscam transformar a sociedade e prepará-la para a ocorrência de eventos hidrológicos extremos, que tendem a ser cada vez mais recorrentes devido às mudanças climáticas.

Essa iniciativa da Agemcamp, em parceria com a Defesa Civil, soa em uníssono ao preconizada por essas metas. As Bacias PCJ, onde está situada a RMC, vem passando nos últimos anos por diversos eventos climáticos extremos. A região enfrentou entre 2014 e 2015 a pior seca dos últimos 90 anos, enquanto em 2016, os meses de maio e junho apresentaram até 300% a mais de chuvas esperadas para o período, causando alagamentos e transbordamentos de rios, um paradoxo quando se olha para os dois anos anteriores.

 

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