Compra de remédios caiu pela metade em 2016 e redução explica falta de 86 itens em Valinhos

Compra de remédios caiu pela metade em 2016 e redução explica falta de 86 itens em Valinhos

10 de março de 2017 0 comentários

Governo atual já iniciou o processo de compra no valor de R$ 6,2 milhões

A redução em 50% na última compra de medicamentos para a Rede Municipal de Saúde de Valinhos, ocorrida em abril de 2016, vem causando desabastecimento nos estoques das farmácias municipais desde o final de outubro do ano passado.

Para regularizar a situação, a administração municipal investirá R$ 6,2 milhões na compra de medicamentos. O processo de compras foi iniciado em 23 de janeiro e segue os trâmites burocráticos definidos pela Lei de Licitações Nº 8.666/93.

Foram feitos levantamento dos itens faltantes e de cotações de preço para a preparação do requerimento de licitação. Atualmente, o processo encontra-se em estágio de elaboração do edital de licitação.

Segundo a Secretaria da Saúde, o prazo para o término da compra, a partir da abertura da licitação, é de 90 dias e mais 10 dias para a entrega dos produtos, o que está previsto para o final de abril.

“Atualmente, constam em nosso estoque alguns medicamentos do Programa Dose Certa Saúde Mental e Saúde da Mulher, do Governo do Estado. Já os medicamentos padronizados adquiridos com recursos municipais praticamente estão zerados”, informou o diretor de Gerenciamento Interno da Secretaria da Saúde, Jorge de Lucca.

De acordo com a Secretaria da Saúde, estão faltando 86 dos 114 itens que compõem a lista de medicamentos padronizados. Não há medicamentos para hipertensão, diabetes, analgésicos, antitérmicos, vascular, tireoide, psicotrópicos, antigotoso, anti-ulceroso, anti-epiléticos, antivertiginosos, antibacterianos e outros.

Além da compra reduzida realizada no ano passado, a Secretaria da Saúde vem registrando aumento de 30% no número de usuários que procuram as farmácias municipais, o que pode ser atribuído ao desemprego e à crise econômica. Em tempos de crise econômica, muitas pessoas perdem seus empregos e recorrem ao serviço público.

 

Redução na compra – De acordo com a Secretaria da Saúde, a última compra de medicamentos para a Rede Municipal foi efetuada em abril de 2016, no valor de R$ 3,5 milhões.

“Apesar do prazo da Ata de Registro do processo de compra ter validade para 12 meses, a quantidade adquirida em 2016 foi suficiente para atender apenas seis meses. A própria população já vem questionando a falta de medicamentos desde outubro do ano passado e a administração prioriza a regularização da oferta de medicamentos”, concluiu o diretor Jorge de Lucca.

Fonte: PMV

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