Sua empresa não lucra? Saiba os motivos

Sua empresa não lucra? Saiba os motivos

3 de outubro de 2017 0 comentários

Por Breno Riether

 

Sua empresa está vendendo bem, e tudo parece estar sob controle e no rumo certo, mas, mesmo assim, não sobra nada no final do mês. Este é um problema bastante comum para uma boa parte de empresários, que não conseguem entender ou identificar as razões para não registrar lucro.

A verdade é que não existe uma resposta simples para essa pergunta. É preciso levar em conta uma série de fatores, que vão desde a diferenciação do produto ou serviço, passando pela qualidade do atendimento e pelo controle da equipe, até chegar à competitividade dos preços.

Na prática, porém, mesmo aquelas empresas que cumprem com todos esses requisitos podem não lucrar no fim do mês. O motivo? A falta de uma gestão financeira eficiente. Nesse caso, independente do esforço e do trabalho feito, o retorno adequado simplesmente não aparece, e isso acontece porque os problemas na administração corroem todo o lucro que poderia ser conquistado.

Para tirar da frente esses empecilhos que acabam impedindo seu negócio de lucrar, duas estratégias são essenciais: controle e planejamento. Melhorar a gestão desses dois pontos, adotando uma administração profissional e focada em resultados, inclui considerar os seguintes passos:

1) Mensure o resultado do seu negócio. Faça um planejamento, e estabeleça objetivos futuros para sua empresa, definindo metas para gerar uma motivação para seguir em frente. É importante que neste planejamento estejam listadas todas as etapas a serem cumpridas, que devem ser acompanhadas de perto para saber se a organização está seguindo o rumo certo, de acordo com o que foi planejado.

Divida o planejamento em estratégico, tático, e de rotina. O estratégico consiste em um planejamento de longo prazo (cinco a dez anos), e busca dar uma visão global dos objetivos e metas da empresa, com base em três premissas: missão, visão e valores. Já o plano tático, deve ter planejamento de médio prazo (um a dois anos), e ser pensado como um degrau até o alcance das metas definidas no planejamento estratégico. E, por fim, o planejamento de rotina que contempla as ações de curto prazo, que podem ser mensais, trimestrais ou semestrais, afetando diretamente a rotina da empresa.

É importante lembrar que essas três etapas de planejamento jamais devem ser consideradas de forma isolada, mas sim alinhadas e interligadas de maneira consistente. Afinal, o planejamento estratégico direciona o tático que, por sua vez, orienta as ações do planejamento de rotina.

2) Identifique as ferramentas que devem ser acompanhadas. Para aprimorar a administração do negócio, utilizando métodos e dados confiáveis, sólidos o suficiente para servirem de apoio à tomada de decisão, é preciso avaliar as ferramentas de gestão que serão utilizadas.

Uma dessas ferramentas é construir um Orçamento coerente com sua estratégia. A dica é utilizar a metodologia OBZ (Orçamento Base Zero), que considera cada estimativa de custo, investimento ou gasto feita pela área responsável, com base em objetivos e metas traçados por setor. Dessa forma, evita-se que determinadas áreas sejam orçadas para menos ou para mais, garantindo maior assertividade no planejamento orçamentário.

Outra ferramenta é o Ciclo Financeiro. Saber em quais períodos sua empresa tem mais capital em caixa e em quais ela precisa honrar seus compromissos e suas dívidas é fundamental para garantir um equilíbrio a longo prazo das contas. Afinal, perder o controle das contas a pagar e a receber é a maneira mais fácil de prejudicar seu planejamento orçamentário e bloquear o alcance dos seus objetivos. Conhecendo os ciclos financeiros, é possível ter mais controle sobre o quadro geral, não perdendo o foco nem em momentos de oscilação.

Os Indicadores de Performance também são ferramentas que podem ser utilizadas como um meio para chegar ao lucro. Vale frisar que os índices de lucratividade e rentabilidade, embora parecidos, têm significados e funções diferentes. A lucratividade mostra se uma empresa está conseguindo gerar lucro. Já a rentabilidade tem a ver com o retorno do investimento feito pela empresa.

O indicador Ebtida (Earnings Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization (EBITDA) ou Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA) é uma métrica importante para ser avaliada, pois mostra que, embora empresas de todos os portes estejam fazendo operações financeiras para melhorar sua capacidade de gerar caixa, é preciso ter foco nos negócios de fato.

O indicador Liquidez, ou seja, o capital que a empresa tem disponível para honrar seus compromissos a curto prazo, também deve ser analisado. Com isso, a empresa consegue ver se tem ou não uma boa área de manobra dentro de sua rotina para contrair dívidas ou fazer investimentos de emergência.

3) Avalie se o negócio gera valor. Após ter elaborado os planos de negócio, é hora de avaliar se o negócio gera valor, ou seja, fazer uma análise da capacidade da empresa em conseguir manter a lucratividade em crescimento de maneira equilibrada. Para isso, é preciso atingir três pontos principais:

Lucrar mais, mesmo sem investir mais capital: o investimento é fundamental para o crescimento dos negócios, mas não é a única saída para quem quer gerar valor. O aumento da reputação de uma empresa, por exemplo, atrai mais clientes e lucro sem elevar os custos.

Diminuir custos: melhorar e aumentar a produção da empresa sem aumentar os custos é um desafio orçamentário. Mas é sim viável alcançar esse objetivo, desde que fazendo a revisão dos processos, providenciando inovações e qualificando os profissionais.

Investir visando alto retorno: investir em renovação de maquinário ou em treinamento de profissionais é o mínimo que a empresa precisa fazer para sobreviver. Para dar um salto de patamar, é preciso que os principais investimentos realmente levem a ganhos de lucratividade e ao aumento do porte da empresa.

Por fim, gostaria de ressaltar que cada empresa é uma empresa, mas todos os negócios de sucesso têm um fator em comum: uma gestão financeira eficiente e profissional. Dê o primeiro passo rumo à administração de excelência, e ao conhecimento gerencial, e conquiste o tão sonhado lucro.

*Breno Riether é Diretor Nacional de Vendas da Sankhya.

 

Sobre a Sankhya – Fundada em 1989, a Sankhya Gestão de Negócios, além de oferecer sistemas de gestão empresarial para médias e grandes empresas, acompanha a evolução de seus clientes utilizando um exclusivo modelo de diagnóstico que identifica em qual estágio gerencial eles se encontram, e com isso define os processos que precisam ser melhor estruturados e suas prioridades. Atualmente, a empresa está presente em todo país, com clientes nos 26 estados do Brasil, mais o Distrito Federal, com 22 Unidades de Negócios que atuam na comercialização e implantação de suas soluções. A Sankhya já conta com uma equipe superior a 750 funcionários e mais de 6.500 clientes no país. Após se consolidar no mercado do Triângulo Mineiro, Goiás e Distrito Federal, a Sankhya iniciou, a partir de 2009, um amplo projeto de expansão com o objetivo de se tornar uma das maiores e melhores empresas do setor nos próximos anos. Para isso, a empresa vem investindo na ampliação de sua rede de parceiros em todo o Brasil, além de um constante investimento em profissionais e na qualidade de seus serviços. Para 2017, a empresa planeja atingir um faturamento acima de 30% em relação ao ano anterior.

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