Comerciantes da Rua Antonio Carlos Russo reprovam alteração de trânsito no local

Comerciantes da Rua Antonio Carlos Russo reprovam alteração de trânsito no local

7 de julho de 2017 0 comentários

Ainda, os trabalhadores reivindicam melhorias na via, que não é recapeada, segundo eles, há 19 anos

Crédito fotos: Andressa Ferro

Comerciantes da Rua Antonio Carlos Russo, no bairro Vila Faustina II, em Valinhos, estão descontentes com a mudança de trânsito feita no local. Após desvio feito na Rua Humberto Frediane, há cerca de um mês, motoristas são obrigados a passarem pela via para seguirem para a Av. Invernada, intensificando o fluxo do local e dificultando a vida dos que trabalham ali. O grupo, que se uniu para explicar o caso à reportagem, ainda ressalta que a rua não recebe recapeamento há mais de 19 anos. Cheia de buracos, a Antonio Carlos Russo, segundo eles, não está em condições para receber tamanho fluxo de veículos, o que só piora a condição da via.

A reportagem esteve no local na última terça-feira, 4/7. Rinaldo, proprietário da Masifer Comércio de Ferros, instalou-se na Rua Antonio Carlos Russo há 14 anos. Desde então, afirma, a via nunca foi recapeada. “Desde que estou aqui, não mexeram não”, conta à reportagem. Outros comerciantes, que estão no local há quase duas décadas, afirmam que o número- assustadoramente- sobe para 19.

A má qualidade da via é um dos motivos pelos quais os trabalhadores desaprovaram a mudança de trânsito. “A rua não está em condições de receber tantos carros. Já, já, vai rachar no meio”, afirma Bruno, funcionário da Auto Elétrica Nacional.

Os buracos são de longa data e, apesar de ocasionalmente tapados, não demoram a reaparecer. Do começo ao fim, a rua possui depressões. Agora, nos horários de pico, no início da manhã e final da tarde, o enorme fluxo de carros que precisa passar por ali para chegar à Av. Invernada causa engarrafamento por toda a extensão da Rua Humberto Frediane. O motivo da alteração foi tentar desafogar o trânsito que se forma na Rua Campos Salles, em alguns horários do dia, já que era o único jeito de chegar à Av. Invernada.

A reportagem questionou a assessoria de imprensa da Prefeitura sobre o caso, que respondeu que “os comerciantes e os empresários que reclamam da situação são aqueles que se utilizam das vias públicas para manobras, carga, ou descarga, fazendo uso do espaço público para benefício exclusivo”. Ainda, a Prefeitura afirmou que trabalha para a cidade como um todo e que as vias públicas não podem ser tratadas como propriedade particular.

Sobre as péssimas condições da rua, a PMV comunicou que está previsto o recape da via, parte de uma Emenda parlamentar.

 

 

 

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