Doutor especialista em oncologia, Fernando Medina, fala sobre o Câncer no Brasil e campanhas preventivas

Por Alef Gabriel

Com o passar dos anos, no mundo, mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer anualmente, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). A doença é uma das principais causas de morte, junto ao AVC (Acidente Vascular Cerebral), às infecções respiratórias, às doenças pulmonares e às doenças cardíacas isquêmicas. Para tentar modificar essa realidade, as campanhas e políticas educativas de saúde vêm reforçando a importância das práticas de prevenção e tratamento que podem evitar diversas doenças.

O Dia da Campanha da Educativa contra o Câncer, é comemorado esse sábado, 4 de agosto,  assim como o Dia Nacional da Saúde no domingo, 05 de agosto, têm o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o cuidado constante com a saúde, por meio de medidas que podem prevenir não só o câncer, como também outras doenças. Conversamos com o doutor Fernando Medina, médico oncologista e Diretor Clínico do Centro de Oncologia de Campinas. Especialista em Oncologia Clínica pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

Dr. Fernando que trabalha há 40 anos na área clínica, atendendo pacientes em consultório e ambulatório, atende principalmente pacientes com câncer de mama, pulmão, linfoma e intestino grosso. “O câncer é uma doença na sua maioria das vezes insidiosa e que evolui por muitos anos. E por isto temos a oportunidade de fazer diagnóstico precoce. Os principais sinais são: emagrecimento sem explicação, dificuldade de engolir, presença de ferida na pele ou mucosa que não se cicatriza em mais de15 dias, pinta preta na pele que mudou de cor, cresceu e mudou de forma, presença de mudança de voz, tosse por mais de 15 dias, diarreia e sangue nas fezes… Deve-se procurar um médico para esclarecer o diagnóstico diante desses sintomas”, explica Medina.

O que pode causar câncer?

O câncer é uma doença degenerativa do ser humano e, portanto as pessoas de mais idade são mais sujeitas a desenvolver a doença, então a idade é um grande fator que deve ser levado em consideração e requer atenção, segundo o doutor Fernando. “E também pessoas com hábitos de vida ruins como fumar, usar bebida alcoólicas destiladas de maneira crônica e cotidiana, sedentarismo e obesidade são características consideráveis. Outro fator importante é o genético familiar que corresponde a aproximadamente 20% dos casos. Pessoas que têm mutações em determinados gens tem risco de mais de 60% de desenvolver o câncer durante a sua vida. O exemplo maior são as mutações no gen BRCA e o risco de câncer de mama”, nos contou o diretor do COC.

Como evitar?

Existem maneiras de evitar o câncer, é o que os médicos chamam de prevenção primaria. Deve-se evitar os fatores de riscos, então ter uma dieta saudável a base de frutas legumes, principalmente vermelhos e amarelos, não fumar, evitar bebida alcoólica principalmente destiladas. lembrar que 85% dos pacientes com câncer de pulmão ocorre em fumantes e, quando se associa se fumo e bebida alcoólica o risco de câncer de cavidade oral aumenta em 80%. Evitar o sol com intensidade principalmente das 10h às 16h. Isto é válido principalmente para crianças. O protetor solar é um bom método de prevenção, conta doutor Fernando Medina.

Qual tratamento?

O câncer pode ser tratado por cirurgia, radioterapia e/ou tratamento sistêmico que hoje é baseado em quimioterapia e imunoterapia. A diferença entre eles é a possibilidade deste tumor se espalhar pelo corpo. A cirurgia e a radioterapia têm a função de controlar a doença local ou loco-regional e o tratamento sistêmico de tratar as metástases que são células tumorais que se implantam a distância, muitas vezes em órgãos distantes, finaliza o médico especialista.

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