Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico deve pedir hoje mais liberação de água, dependendo da situação verificada no local (Foto Leandro Ferreira)

Comitê PCJ emite terceiro pedido de liberação de água do Cantareira para a região em menos de uma semana

A câmara técnica do Comitê das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) pediu a liberação de 10m³/s do Sistema Cantareira, que opera hoje em alerta, com 39% da capacidade.

CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o JTV errou ao informar no título que o Consórcio PCJ emitiu o terceiro pedido de liberação de água para Campinas em menos de uma semana.O pedido foi feito pelo Comitê PCJ. A informação foi corrigida às 13h54 desta sexta-feira (17).)

O Rio Atibaia, um dos principais que abastecem a nossa região, está com a vazão comprometida. A câmara técnica já emitiu três pedidos nesta semana.

O nível do principal rio que abastece Campinas e parte de Valinhos está 53% abaixo do normal para esta época do ano. Para saber se o volume de água é suficiente para a região é preciso passar, no mínimo, 10m³/s no ponto de captação de Valinhos. Nesta semana a vazão era de 7m³/s.

Sistema Cantareira opera com 39% da capacidade nesta semana (Foto: Reprodução/EPTV)

Atibaia ‘seca’ e chega a nível crítico

Segundo especialistas, o Rio Atibaia tem apresentado comportamento atípico para esta época. Mesmo recebendo o volume de água, a vazão dele está diminuindo rapidamente. “As chuvas do período de abril a julho foram muito poucas. Com isso, o lençol freático ou o aquífero livre, como a gente chama, não estava plenamente carregado”, afirma José Cézar Saad, coordenador de projetos do PCJ.

A redução em 48% na vazão do Rio Atibaia nos últimos cinco dias levou o Sistema Cantareira a ampliar ontem a descarga de água no Rio Atibaia. A medida atendeu solicitação do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (CBH PCJ). A liberação foi aumentada de 2 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 6m³/s no Rio Atibaia (metade pela represa Atibaia e metade pela Cachoeira) e mantido 1m³/s no Rio Jaguari.
A Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico deve pedir hoje mais liberação de água, mas isso ainda vai depender de uma investigação que está sendo feita de suspeita de que alguma manobra pode ter ocorrido ao longo do rio, perto de onde a Sociedade de Abastecimento de Água e Abastecimento S/A (Sanasa) faz a captação, que fez baixar ontem a vazão do Atibaia. O volume que está passando no Atibaia não compromete o abastecimento.
O coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico, Alexandre Vilella, disse que em seis dias a vazão do Atibaia em Valinhos teve uma queda de 14m³/s, situação preocupante e que não ocorria há mais de dez anos. “Normalmente, depois da chuva, o rio sobe e depois vai baixando até 12, 13m³/s, para em seguida cair lentamente. Dessa vez houve uma queda muito rápida. No terceiro dia já tomamos a medida de aumentar a descarga do Cantareira”, disse.
Segundo ele, duas situações podem ter ocorrido para isso. Uma é a operação da pequena central hidrelétrica de Salto Grande, que fica no Atibaia, entre Campinas e Valinhos. Mas ele não acredita nesta hipótese, por causa da queda abrupta. Outra é o chamado efeito esponja – depois de longo período sem chuva, quando ela vem, o solo não consegue absorver a água e ela segue em frente pelo rio.
Fontes: G1, RAC, PCJ

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