Por Alef Gabriel

Ingrid Soto fala sobre sua jornada na Youth Assembly, estudante do 2º ano do ensino médio na escola Adoniran Barbosa, engajada em trabalhos sociais e ligada a educação, completou 16 anos e pode realizar o sonho de fazer parte da delegação Brasileira da Assembleia Mundial de Jovens na ONU, conferência que aconteceu em Nova York entre os dias 9 e 14 de agosto deste ano e trouxe muita bagagem e conhecimento dessa experiência. Confira entrevista que ela concedeu ao JTV:

Como foi a experiência de participar da convenção mundial de Jovens na ONU em NY?

A Youth Assembly foi incrível! Pude conhecer muitos jovens líderes de diversos países, debater sobre assuntos atuais importantes e encontrar soluções para problemas e crises mundiais! Tivemos momentos para compartilhar nossas culturas e mostrar os nossos projetos á muitas pessoas. Me sentia realizada de uma forma inexplicável. Ver tantas pessoas, engajadas em projetos sociais, foi espetacular.  A conferência me fez acreditar e ter mais certeza de que temos a capacidade e as melhores “ferramentas” possíveis para mudarmos o mundo. Quando falos sobre ferramentas que podemos usar para fazer a mudança, incluo não só os nossos ideais e dons, mas também, a tecnologia. Uma ferramenta de comunicação impressionante.

Sobre o evento em si: Conseguiu expressar seus ideais? Teve retorno ou feedback dos pontos que levantou?

Durante a conferência, pude apresentar meu projeto para pessoas de diversas nacionalidades e culturas e recebi um grande feedback pelas causas que venho fazendo ao longo dos anos. Conheci a Nicole Coleman, uma atriz, ativista incrível! Apresentei meu trabalho à ela e fui incentivada demais à seguir minha trajetória, sempre ajudando quem está ao meu alcance. Foi um momento maravilhoso!

Sobre sua campanha: Como foi a arrecadação e o financiamento dessa experiência?

Fiquei surpreendida com a quantidade de pessoas que colaboraram com a campanha. Em duas semanas, consegui arrecadar o valor de 1.600 dólares. E as passagens foram concedidas por uma empresária daqui de Valinhos que tem um trabalho voluntário incrível e é dona de uma agência de viagens. Eu estou muito grata por todos que compartilharam e ajudaram da maneira que puderam.

Como foi seu discurso? E o que continha nele? Quais eram os principais pontos que você levou até a assembleia?

Meu discurso foi focado em defender os direitos humanos, os direitos das mulheres terem acesso á educação de qualidade e a proteção aos refugiados. Os pontos que defendi na conferência estavam presentes em todo o conteúdo do discurso. Na New York University, compartilhei as causas que apoio, o que defendo e levantei uma questão ao final: Como o ser humano pode fechar portas, delimitar fronteiras para outros seres humanos? Somos todos humanos. Ninguém deve ser privado de seus direitos. E principalmente do direito á vida e a liberdade.

Agora com seu retorno, o que pretende fazer no Brasil ou quem sabe mais específico, em Valinhos? Quais seus planos para o futuro?

Já no primeiro dia de conferência, não via a hora de voltar para o Brasil para colocar as ideias no papel. Tenho muitas coisas planejadas… E, estou esperando o momento certo para colocá-las em prática, em diversos lugares,  de diversas formas. Quero fazer coisas diferentes do que já fiz. Alcançar mais pessoas e me aprimorar ainda mais como ser humano são pontos importantes para que os projetos futuros sejam bem consistentes.

O que você aprendeu de novo nessa temporada em NY referente aos seus trabalhos? Esses pontos te influenciarão daqui pra frente?

Aprendi muito á respeito da união. O quanto é importante unir pessoas que possuem o mesmo propósito para mudar o presente e transformar o futuro. Eu acredito que cresci muito pessoalmente durante a YA. Tive a oportunidade de conhecer diversas realidades e países diferentes que me inspiraram demais. Meus próximos projetos serão muito inspirados no que aprendi na Conferência.

Sentiu muita diferença entre o Brasil e os EUA? No sentido de como eles tratam os jovens ou educação ou trabalhos voluntários?

Realmente nos Estados Unidos o trabalho voluntário é bem valorizado, principalmente nas escolas. Eu tenho consciência do momento político que estamos vivenciando em nosso país atualmente. Mas acredito que, temos tudo para sermos um país desenvolvido, justo e igualitário. Apenas temos que ser mais conscientes e valorizar tudo o que temos de positivo.

 

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