Por Alef Gabriel

A Prefeitura de Valinhos selecionou um terreno no Jd. São Marcos para construção do seu primeiro Ecoponto no munícipio. Em primeiro momento obra é estruturada para receber pequenas quantidades de entulho, restos de materiais de construção, recicláveis, galhos e resíduos de poda e até móveis e eletrodomésticos sem uso.

A medida adotada pela atual administração é para ampliar as ações responsáveis com o descarte de resíduos sólidos. O Ecoponto será administrado pelo Consórcio Valinhos Ambiental, que já cuida do manejo de resíduos na cidade, e sua criação, prevista no contrato assinado com o Município, foi um pedido pessoal do prefeito Orestes Previtale. A municipalidade também diz que o Ecoponto será gerido pela empresa que presta o serviço da coleta de lixo na cidade.

A iniciativa socioambiental é interessante e muito válida para cidade, porém recentemente representantes do bairro se mostraram preocupados e afirmam que não querem a construção desse Ecoponto no Jd. São Marcos, onde segundo Aline Madelaine, moradora que tem representado o bairro nessa situação, conta que o terreno escolhido pela Prefeitura, é um local inviável onde a população esperava se tornar uma praça de lazer, obra que é aguardada durante anos por quem mora ali. Ela conta que a praça já possui até uma pista de skate onde as crianças da região brincam. E que a construção de uma obra ambiental como esta, vai na contra mão do interesse da população, causando vários impactos negativos.

Segundo Leonardo Pinho, Presidente da Central de Cooperativas Unisol Brasil e integrante do Movimento Mobiliza Plano Diretor, ele pontua que para construção de um Ecoponto é necessário o acompanhamento de um projeto de impacto ambiental na região e também deve vir acompanhado de uma consulta a população local. Fatos que Aline alega não terem acontecidos, dizendo que foi até a Prefeitura em busca desse projeto, mas que não encontrou nenhum material ou estudo a respeito da obra e que a população também não foi ouvida ou questionada sobre a possível construção.

Leonardo continua dizendo que “O plano municipal de resíduos sólidos precisa ter o detalhamento do funcionamento e do regramento dos Ecopontos. A audiência publica que apresentou o plano, apenas citou, mas não apresentou esse detalhamento, e outro ponto importante é o sentimento da população que deve ser levado em conta, de que aquele local deva ser usado para equipamentos públicos, de lazer e para aquela comunidade”.

É importante ressaltar, que os moradores e representantes que estão se manifestando sobre o assunto, não são contra a construção de um Ecoponto em Valinhos, pelo contrário, eles afirmam que é uma iniciativa louvável, porém o modo como está sendo executado é que não estão de acordo. Entretanto, José Antônio Miatto, morador do bairro e integrante da associação do Condomínio Villa do Sol, que se encontra em frente à praça onde será a obra de descarte de resíduo, completa dizendo que um projeto assim não pode ser inserido em zona urbana, com residências por perto e local onde crianças brincam e ainda pontua que a área escolhida não é de melhor acesso para caminhões e outros veículos de grande porte, dificultando a retirada desses resíduos.

Outro ponto levantado por ambos manifestantes seria da segurança e fiscalização do local, destacando que uma obra desse porte precisa de cuidados especiais para que funcione dentro do previsto. A preocupação dos moradores é de “super abastecimento” dos resíduos, uma vez que seria um único Ecoponto para a cidade toda usar como descarte, e a fiscalização para que resíduos orgânicos e hospitalares não acabem nessa área, colocando em risco a população da região. Existem mais motivos pontuados pelos moradores, mas o fato é que estes esperam um diálogo com a Prefeitura para que possam chegar a um acordo, até lá continuarão a fazer manifestações e até um abaixo-assinado esta sendo feito para ser apresentado a Câmara caso a obra não seja revista junto a comunidade.

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