RS21 está produzindo um documentário abordando a questão de saúde pública

Por Thaís Ferrari

Campanhas de saúde têm sido representadas por cores e meses específicos, no geral têm por objetivo propagar informações de prevenção e conscientização sobre algumas doenças. Neste mês, as atenções são voltadas mundialmente ao suicídio, com a campanha preventiva Setembro Amarelo. A Rede Século 21 (RS21) está gravando o documentário “Suicídio: Assunto Urgente”, que tem previsão de lançamento no final de 2018. De acordo com o filmmaker e diretor do conteúdo audiovisual, Má Âmbar, 41, conversar sobre o assunto – com prudência e responsabilidade, é a melhor prevenção para o caso de saúde pública. O documentário estará disponível em todas as mídias da rede, “em especial na nossa plataforma de vídeo ondemand, o RS21 Play, com acesso gratuito”, relata.

Até hoje, discorrer e falar sobre o suicídio é encarado como algo receoso, e em 2010, quando o documentário começou a ser planejado, a incompreensão era ainda maior. As pesquisas iniciais foram realizadas por Âmbar e pela jornalista Renata Moretto, “na época o assunto era tratado como tabu, mas com o advento do jogo da ‘Baleia Azul’ e da série ‘13 Reasons Why’, começou a ser mais possível falar sobre o assunto sem tantas restrições”, explica. Esse ano, a partir do aumento significativo dos casos de suicídio – apontados pelo Ministério da Saúde e órgãos como o Centro de Valorização da Vida – CVV, foi possível uma abordagem mais ampla na obra.

Em “Suicídio: Assunto Urgente”, as pessoas vão conferir entrevistas com profissionais que vivenciam o assunto em suas rotinas. Há a participação da psicóloga Fernanda Rezende, especialista em sobreviventes do ato do suicídio, Carlos Correia, voluntário do CVV há mais de 20 anos – “o público será direcionado ao atendimento deles através de telefones e acessos via web que serão exibidos no documentário”, relata Âmbar sobre o trabalho oferecido pelo CVV – e até o momento, a visão técnica do Padre Paulo Gonzales, que é psicólogo e psicanalista, desmistificando questões que já se alteraram na igreja católica, “como, por exemplo, não rezar missa para quem se suicidou – hoje a igreja olha com misericórdia para a pessoa que praticou o suicídio, mas a maioria das pessoas ainda não sabe disso e ainda trazem a cultura de que o suicida vai para o inferno, situação que ainda causa vergonha para a família e reforça o tabu, de não falar sobre o tema”. O diretor ainda pretende entrevistar outros especialistas e profissionais.

O suicídio tomou proporções maiores, e hoje é um problema de saúde pública, são 32 mortes por dia no Brasil, uma taxa superior à das vítimas de AIDS e da maioria dos tipos de câncer. “Mas segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. Falar sobre o assunto é a melhor prevenção, desde que seja feito de forma responsável e, sempre que necessário, buscar ajuda profissional”, completa. O filmmaker tem a sensação de serviço pela produção do documentário, pois através da comunicação e da arte leva a possibilidade de vida para tantas pessoas que são desprovidas de atenção por parte da sociedade, além de fortalecer a campanha Setembro Amarelo em Valinhos.

Série Fragmentos

Por se tratar de um a situação urgente, que salva vidas, estão sendo publicados trechos das entrevistas do documentário, em inúmeros grupos online de apoio. Também está disponível em uma playlist no canal do YouTube da Rede Século 21, com acesso gratuito. Mais informações pelo site www.rs21.com.br/ ou pelo Facebook www.facebook.com/RedeSeculo21/.

“Mas, se eu falar de suicídio, a pessoa vai se suicidar? Acredite: falar é a melhor prevenção. Você não induz uma pessoa ao suicídio só pelo fato de falar sobre o assunto. Graças a esse tipo de tabu, muitas pessoas não têm acesso a informações que poderiam salvar suas vidas”, finaliza Âmbar.
“Falar é a melhor solução” – ligue 188 – CVV – Centro de Valorização da Vida.

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