Animais são vistos em praças e rodovias de Valinhos

No início de agosto deste ano, a Prefeitura Municipal publicou notícia de que o primeiro caso de febre maculosa no município havia sido confirmado, e que uma série de medidas estavam sendo adotadas. Em contato com a assessoria de imprensa oficial, questionamos sobre o controle do hospedeiro do carrapato-estrela em Valinhos, e afirmam que os animais são de fauna silvestre, protegidos por lei ambiental, e que, desta forma, a responsabilidade é da Secretaria Estadual de Meio Ambiente – no Departamento de Fauna, e não da municipalidade.

Nas redes sociais, principalmente nos grupos da cidade, é comum encontrar publicações falando da presença das capivaras em praças e rodovias. De acordo com a municipalidade, “nas vias municipais não há registro de tráfego de capivaras”, e destacam que, em caso de risco, os moradores devem acionar a Secretaria de Mobilidade Urbana. Porém, no mês passado, um munícipe realizou denúncia via Facebook, “Valinhos tomada por capivaras; mais de 20 capivaras atravessado a Flávio de Carvalho, um risco a população, tanto com acidente – pois ali é o ponto em que mais se morre em acidente de carro, quanto a quem trabalha naquele espaço, e pode ser picado pelo carrapato”, demonstrando que a problemática existe. Outra moradora de Valinhos, também nas mídias sociais, publicou em 29 de agosto: “capivaras no trânsito, próximo ao CLT”. O vereador Mauro Penido chegou a publicar em seu perfil, no último dia 09, que uma capivara foi atropelada na mesma rodovia – na semana anterior, e que naquele dia, “uma família de capivaras com mais de dez exemplares podia ser visto no canteiro central próximo ao CLT, fato que deixa o local perigoso, uma vez que está mal iluminado”.

Após o primeiro caso deste ano no município, a Prefeitura também anunciou que solicitaram à Superintendência de Controle de Endemias – SUCEN, a realização de nova pesquisa acarológica para verificar a incidência, os tipos de carrapatos e a presença da bactéria Rickttsia rickettsii, que transmite a febre maculosa por meio da picada do carrapato, o parque é classificado pelo órgão como área de transmissão de FMB (Febre Amarela Brasileira). “Até o momento o órgão estadual não informou à Prefeitura a data em que o procedimento será realizado”, explica. Quanto ao desassoreamento do espaço, a Prefeitura conta que o manejo não pode ser feito pelo município sem a “expressa autorização dos órgãos ambientais”.

Para reduzir o risco de FMB, a Divisão de Vigilância de Zoonoses faz as seguintes recomendações:

•Ao transitar ou realizar atividades nos locais onde há vegetação ou acúmulo de folhas secas, usar calçados fechados e roupas claras. Colocar as barras da calça por dentro da meia e a camiseta por dentro da calça. Vistoriar as roupas e partes expostas do corpo em busca de carrapatos. Após deixar a área com vegetação, realizar a autoinspeção, verificando se há presença de carrapatos no corpo;

•Ao encontrar algum carrapato no corpo, deve ser removido preferencialmente usando pinça. Para isso, deve-se posicionar a pinça próximo da pele para que o carrapato saia por inteiro e fazer leves torções antes de puxá-lo. Não utilizar objetos aquecidos como agulhas ou palitos de fósforo, nem álcool ou outras substâncias químicas para a remoção do carrapato. Não espremer ou esmagar os carrapatos entre as unhas ou dedos;

•Ficar atento ao aparecimento dos sintomas iniciais da FMB, como febre, dor no corpo, dor de cabeça e mal-estar, que podem surgir em um período de 2 a 14 dias após o parasitismo por carrapato. Neste caso, procurar um serviço de saúde imediatamente e relatar ao médico possível contato com carrapatos e frequência em área de transmissão.

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