AEAAV solicitou informações sobre o plano de manutenção de pontes e viadutos em Valinhos, mas prefeitura ainda não disponibilizou

Devido a denuncias da população sobre rachaduras, buracos e infiltrações no Viaduto Governador Laudo Natel em Valinhos, procuramos a Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Valinhos (AEAAV) para saber mais sobre atual condição e esclarecer sobre a importância de manutenção de obras desse porte para um município e os perigos da deterioração destes viadutos e pontes.

Na visão da associação AEAAV, como a atual gestão do município tem lidado com as estruturas urbanas como os viadutos na cidade de Valinhos de modo geral?

De forma geral, a gestão atual da Prefeitura de Valinhos não é diferente de outras nesse sentido, nas Secretarias faltam áreas técnicas voltadas para fiscalização e manutenção, tanto dos prédios públicos como de pontes e viadutos.

A AEAAV solicitou junto à prefeitura informações sobre o plano de manutenção de pontes e viadutos em Valinhos. Como está essa solicitação?

A solicitação foi feita em 07 de fevereiro de 2018, através de ofício, protocolo 1992/2018, porém não tivemos respostas até o momento.

Quais fatores precisam de manutenção ou ajustes nesse viaduto que seria importante destacar?

Existem vários fatores que provocam a deterioração não só desse viaduto, mas em todas as pontes e viadutos, como: Fatores intrínsecos (a idade e a qualidade do concreto); Fatores resultantes do tráfego rodoviário (as cargas rodoviárias e a velocidade dos veículos têm crescido continuamente, enquanto que a distância entre eixos tem diminuído; muitas pontes não conseguem suportar, sem danos, esta evolução, principalmente pelo grande aumento dos efeitos dinâmicos. As cargas rodoviárias majoradas provocam o desgaste da pavimentação, o aumento dos efeitos da fadiga, a fissuração e apressam o desgaste das juntas de dilatação e dos aparelhos de apoio); Fatores ambientais (são de natureza climática ou atmosférica; os primeiros, tais como variações sazonais e diárias de temperatura, tempestades e pressão do vento, são independentes da atividade humana, enquanto que os segundos, tais como poluição atmosférica, chuva ácida, águas poluídas por produtos químicos, dos rios e subterrâneas, são de responsabilidade humana e degradam tanto as superestruturas como as infraestruturas); Fatores resultantes do tipo e intensidade da manutenção (na maioria das vezes, é o fator decisivo que influencia a durabilidade das pontes; a manutenção, preventiva ou corretiva, implicando em limpeza, proteção anticorrosiva e medidas corriqueiras de conservação, é um fator decisivo na durabilidade. A manutenção de rotina quando inadequada e insuficiente permite a degradação da estrutura, ainda que ela tenha sido bem construída); e também Fatores Correlacionados à atividade humana.

O que a associação (AEAAV) espera que a municipalidade faça a respeito desses problemas?

Cabe à municipalidade disponibilizar profissionais da área técnica, devidamente capacitados ou habilitados, entre seus próprios servidores, ou contratar empresa com capacidade técnica, para vistoriar todas as obras de arte do município, bem como os edifícios públicos, gerando um plano de manutenção e recuperação dessas obras para evitar sua deterioração pelo tempo e uso. Convém enfatizar que inspeções regulares e manutenção adequada e continuada são procedimentos imprescindíveis para garantir e prolongar a vida útil da estrutura e a segurança da mesma, e que a ausência de defeitos visíveis não implica em adiar ou limitar os procedimentos.

Os buracos e a pintura já foram ajustados pela Prefeitura recentemente. Essa reforma já seria o ideal para a obra?

Apenas tampar buracos e refazer pintura não é manutenção ou recuperação de estruturas. É preciso verificar e garantir a integridade e resistência do concreto, da armadura, das fundações, etc.