Legisladora já apresentou 13 projetos de lei voltados à causa animal e explica  sobre responsabilidade de ter um animal

Por Alef Gabriel

Na próxima quinta-feira, 4 de outubro, é celebrado o Dia Mundial dos Animais, a data foi escolhida em 1931 durante uma convenção de ecologistas em Florença (Itália). A escolha teve em conta o fato do dia 4 de outubro ser o dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais. E em comemoração a esse dia, o JTV entrevistou a vereadora Mônica Morandi (PDT) defensora e amante dos animais.

A vereadora conta que sua paixão por animais existe desde sempre e lembra que quando criança tinha potinhos com água e ração na frente de casa e sua mãe sempre levando na bolsa um pãozinho para alimentar os animais que encontrava pelo caminho. Quando adulta Mônica morou em um bairro de chácaras que era ponto de abandono de muitos animais onde isso tudo se intensificou, se deparando com a crueldade que muitos deles passam, percebendo a importância da defesa desta causa. “Não podemos fechar os olhos, eles precisam de pessoas que lutem juntas pelos seus direitos”, completa.

Na política Mônica usa seu espaço para implementar e ajudar a causa, “Como vereadora apresentei treze Projetos de Lei voltados à causa animal, destes tivemos um rejeitado, dois que estão aguardando parecer das Comissões e dez aprovados e sancionados, entre eles a Lei Ordinária Nº 5.447/2017 que inclui no Código de Posturas do Município situações que elencam maus tratos e multa para quem os cometem e a Lei Ordinária Nº 5.704/2018 que cria um Programa de Voluntários à Coordenadoria do Bem Estar Animal”, explica a vereadora. Ela comenta também que tem muitos planos e projetos para a população e que seu sonho é uma Valinhos referência de bem estar animal e humano e que as pessoas tenham orgulho do seu município.

A vereadora conta que faz parte de um grupo de pessoas que atua de forma voluntária na causa animal. O Cãoscientização Animal Valinhos teve inicio em 2014 e nesse tempo tem orientado, resgatado, auxiliado e doado um grande número animais. Hoje tem sob responsabilidade cerca de 20 animais, alguns em tratamento, outros já disponíveis para adoção.

Sobre as maiores dificuldades para se ajudar esses verdadeiros amigos, Mônica comenta, “São inúmeros os obstáculos, mas eu diria que a ausência de abrigo e falta de assistência médica-veterinária gratuita, são dois dos fatores principais, pois limitam nossa atuação. É necessário que a população compreenda que ONGs, grupos de proteção ou protetores independentes, não tem nenhum privilégio, arcam com todos os custos”, ela explica.

E também conta que hoje no município de Valinhos, as dificuldades são inúmeras: ausência de cuidados veterinários, negligência, abandono, maus tratos, seja por falta de conhecimento ou recursos financeiros, a falta de responsabilidade do ser humano contribui para o atual cenário, que visivelmente é constatado pelo crescente numero de animais que vemos nas ruas, e intermináveis pedidos de ajuda que recebe diariamente.

Porém a população também pode fazer sua parte para ajudar a termos uma cidade com maior conscientização animal. “A população pode ajudar de diversas maneiras, oferecendo abrigo, apadrinhando um animal necessitado, colaborando com doações e participando das ações em prol desses animais, fazendo sua parte como cidadão, pois não é preciso ter o “rotulo” de protetor de animais para poder ajudar. Quanto às autoridades, precisamos de políticas públicas eficientes que funcionem, e não fiquem apenas no papel. Por exemplo, hoje existe a CBEA – Coordenadoria do Bem Estar Animal, mas conta com apenas um coordenador, sem sede própria, em funcionários, sem abrigo pra acolha de animais que precisam, sem o básico para funcionar. Isso precisa mudar”, completa a protetora.

A vereadora recentemente elaborou um projeto de lei que visa extinguir o uso de canudo de plástico nos comércios alimentícios, ambulantes e demais estabelecimentos similares, em Valinhos. A proposta pune com advertência e multa os locais que não respeitarem a lei. “Hoje o Projeto está à espera de pareceres das Comissões, depois será encaminhado para apreciação dos vereadores, sendo aprovado na Câmara seguirá para o Executivo para sanção do Prefeito”, informa Mônica Morandi.

“Eu quero muito que as pessoas compreendam o que envolve a posse responsável de um animal, seja ele qual for. Antes de adotar a pessoa precisa saber que os cuidados vão além de oferecer ao bichinho alimento, abrigo e carinho, ela precisa ter consciência que ele fará parte de sua vida, e ele deve estar dentro do orçamento familiar, especialmente num eventual caso de doença”, finaliza a vereadora e protetora dos animais.

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