Biblioteca Pública Municipal ‘Dr. Mário Corrêa Lousada’

Ludmila Ferrarezi também relata acerca do contexto em Valinhos

Por Thaís Ferrari

Em tempos de smartphones, com uma infinidade de informações na ‘palma da mão’ e diversas opções eletrônicas, digitais e tecnológicas, cada vez mais os livros têm perdido espaço na rotina das pessoas. Em celebração ao Dia Nacional do Livro, em 29 de outubro, falamos com a bibliotecária Ludmila Ferrarezi, 33 anos, responsável pela Biblioteca Pública Municipal ‘Dr. Mário Corrêa Lousada’, que ressalta a necessidade da atualização dos espaços mediadores de leitura – incorporando a web, e da relevância de proporcionarem o contato com a cultura em geral.

A Bacharel em Ciências da Informação, Documentação e Biblioteconomia pela FFCLRP/USP, Mestre e Doutora em Ciências pela mesma instituição, acredita que além de disponibilizar as tradicionais obras impressas e os livros mais antigos, as bibliotecas devem abrir um canal de acesso à cultura e entrada no mundo digital, “disseminando informação e propiciando a construção do conhecimento, seja em qual suporte for”, complementa. Com relação à data em celebração aos livros, mais o Dia Nacional da Leitura em 12 de outubro, a bibliotecária diz que é um convite para reconhecermos a relevância da leitura em qualquer fase da vida e não somente no período de formação escolar.

Tendo em vista sua trajetória na área, Ludmila argumenta que os livros e as ações de incentivo à leitura contribuem para a educação formal e para o desenvolvimento da criatividade e do senso crítico dos indivíduos. Dessa forma, é mais provável que as pessoas utilizem os espaços mediadores de leitura, contudo, se faz a necessidade, como já citado, de agregar a tecnologia nesses ambientes. No tocante à Biblioteca Municipal, inaugurada em 1971, nos últimos 20 anos cerca de 8.000 munícipes solicitaram cadastro na unidade.

O cadastro – gratuito – é o que viabiliza o empréstimo de livros e demais materiais disponíveis na Biblioteca da cidade. Para realizá-lo, as pessoas devem comparecer e apresentar os documentos originais, RG, CPF e comprovante de endereço de Valinhos. “É possível o empréstimo de até três livros (por 14 dias), duas revistas, mangás ou gibis (por sete dias) e dois DVDs (por dois dias). O uso do espaço para estudo e leitura é livre, não requer cadastro prévio, sendo aberto a todos os cidadãos, moradores ou não de Valinhos”, explica Ludmila.

Quanto ao público, a bibliotecária conta que é heterogêneo, de crianças até idosos. Recebem um número variável de usuários diariamente, tanto para leitura (livros, revistas e jornais), estudo (individual ou em grupo), realização de empréstimos de obras (média de 300 por mês) e acesso à internet. “Os materiais mais procurados são os livros de literatura nacional e estrangeira (especialmente aqueles solicitados pelas escolas e pertencentes às listas exigidas pelos vestibulares), mangás, gibis, livros da seção infanto-juvenil, além de livros religiosos, de autoajuda e de determinadas áreas do conhecimento, como psicologia, sociologia, saúde, educação e administração”, comenta.

Atualmente a Biblioteca Municipal não recebe doações de obras, mas sempre que possível indicam locais e pessoas que arrecadam os materiais. Entretanto, no terminal rodoviário do município há uma estante utilizada para troca e doação de livros, “que podem ser livremente retiradas por quem se interessar”. O funcionamento da Biblioteca Pública Municipal ‘Dr. Mário Corrêa Lousada’ é de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 17h, na Rua José Milani, 127. Mais informações pelo telefone (19) 3871-6022, pelo e-mail bibliotecamunicipal@valinhos.sp.gov.br ou pela página no Facebook https://pt-br.facebook.com/bibliotecavalinhos/.

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