Nesta semana que passou houve um “feriadão prolongado” como não costuma ser visto, que duraram seis dias, de quinta-feira dia 15 até terça-feira dia 20. Seis dias completos.

As repartições públicas, autorizadas pelo ponto facultativo decretado pelo senhor prefeito, fecharam suas portas às 17h de quarta-feira (14) e só reabriram nesta quarta-feira (21). Isso mesmo que você está lendo. Praticamente uma semana fechados. Com isso, apareceram várias ocorrências neste período e o poder público, para variar um pouco, deixou a desejar.

Comecemos pelas reclamações do bairro São Bento do Recreio. No local, que é muito afastado do centro da cidade, já havia uma reclamação há mais de 15 dias de falta de água nas torneiras. Porém, neste “feriadão” a coisa engrossou e a água “chegava” às torneiras por volta de 6h da manhã e “acabava” às 8h da manhã. Portanto apenas duas horas de água por dia. O DAEV deu diversas explicações, mas que não convenceram os moradores do bairro.

Após a limpeza feita em junho de 2018, nunca mais retornaram ao local
Após a limpeza feita em junho de 2018, nunca mais retornaram ao local

O JTV foi até o bairro e constatou diversos problemas além desse da falta água. O leitor deve se lembrar que a prefeitura divulgou matéria (junho de 2018) dizendo que havia limpado e iria revitalizar o Hospital São Bento (que fica grudado com a UBS, o parque e a academia ao ar livre do bairro), fez vídeos com o presidente da associação elogiando e tudo mais.

Local está abandonado e o mato tomando conta de tudo
Local está abandonado e o mato tomando conta de tudo

Pois bem, o local está abandonado, com mato muito alto, todo danificado, faltando telhas, buracos no chão, fiação roubada e o mato tomou conta da área onde houve plantação de mudas. O parquinho das crianças é outro caso a parte. Mato misturado com brinquedos sem manutenção, casinha de brinquedo sem teto, uma coisa absurda. Depoimentos de moradores dizem que o bairro só fica limpo quando os reeducandos aparecem, e que são momentos raros.

Foto da Base da GCM no São Bento está trancada com cadeados e nem a placa foi retirada
Base da GCM no São Bento está trancada com cadeados e nem a placa foi retirada

Foi também alardeado que o bairro teria uma base da Guarda Civil Municipal (GCM), inclusive foi inaugurado o local. Só para inglês ver. O local está fechado com cadeados e a prefeitura nem sequer teve a capacidade de tirar a placa de “Futuras Instalações”. Além disso, há falta de médicos e remédios na UBS. Lamentável.

Como se não bastasse o que está acontecendo no São Bento, outro bairro afastado do centro está sofrendo com a falta de água também. É o Parque Portugal. O JTV esteve no local nesta quinta (veja matéria nessa edição) e a reclamação é geral com relação à falta de água e os altos valores das contas (segundo os moradores eles estão pagando AR) que começaram após a troca de hidrômetros no local. Há casos de triplicar o consumo (conta anterior valor mínimo – 10 metros cúbicos – R$ 27,61 e atual de R$ 267,40 – 32 metros cúbicos) e majorar em 1000% a conta. O munícipe disse inclusive que pretende mudar, pois não aguenta pagar o valor da água. Outra reclamação constante é a falta de atendimento do serviço 0800. Ora não atende e quando atende não resolve.

Com tudo isso acontecendo, a prefeitura resolve, durante um feriado prolongado, liberar a segunda faixa da Avenida Joaquim Alves Correa, fazendo uma gambiarra e liberando a faixa que já estava pronta (e se deteriorando) há muito tempo.

Sinalização de solo não foi refeita, continua com as faixas duplas contínuas amarelas
Sinalização de solo não foi refeita, continua com as faixas duplas contínuas amarelas

A gambiarra consiste em uma avenida de duas pistas largas que ao chegar próximo ao Jardim do lago vira novamente de mão dupla em um espaço de pouco mais de 50 metros (onde deveria haver uma ponte – que já tem licença ambiental aprovada) e volta a ser novamente de duas pistas.

Na gambiarra feita pela falta da ponte, você está na avenida, tem que cruzar para o outro lado e, se necessário, ainda tem que parar para outros veículos
Na gambiarra feita pela falta da ponte, você está na avenida, tem que cruzar para o outro lado e, se necessário, ainda tem que parar para outros veículos

Não houve sinalização de solo na pista nova e também na pista antiga que continua com os traços duplos amarelos no meio. Em alguns cruzamentos não havia placas de sinalização, apenas cavaletes. Há também um buraco enorme que abriu no meio da subida da nova pista e que está sinalizada com um cavalete, repito, no meio da pista.

Há que se ter mais cuidado com a coisa pública e levar em conta que os 120 mil habitantes de Valinhos querem pelo menos os serviços básicos funcionando.

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