Foto Reprodução

Professor teve influência da cultura caipira desde a infância

Por Thaís Ferrari

O violeiro e regente da Orquestra de Violas Cultura Caipira de Valinhos, Robson Furiozo, 50 anos, é músico e professor de música há mais de 25 anos. Em celebração ao Dia do Músico, comemorado em 22 de novembro, Furiozo explana sobre a importância do profissional, da música e cultura caipira, da carreira e orquestra.

Ele acredita que todas as pessoas devem ter contato com a arte, independente de qual seja ela. “Música é arte, e de forma geral a arte quebra barreiras, une pessoas de diversos lugares do mundo. No caso da música, quem possibilita que isso aconteça é o músico, daí a sua importância”, relata. Já a música raiz, em especial, que normalmente transmite histórias, estórias e contos, carrega muitas lembranças, inclusive para Furiozo.

“Todos nós, se não ouvimos quando criança, temos algum familiar que ouviu e viveu naquela época. São músicas carregadas de sentimentos, principalmente familiares, vividos numa época em que não tínhamos nenhum contato com tecnologia, então tudo era muito mais intenso e verdadeiro”, argumenta. Na regência da Orquestra de Violas desde o início, foi um dos idealizadores junto com o ex-secretário de Cultura de Valinhos, Mário Farci.

O violeiro conta que desde a infância – em sítio, teve bastante contato e influência da música raiz, “me lembro como se fosse hoje, toda manhã meu pai e minha mãe ouviam as músicas caipiras pelo radinho à pilha que tínhamos naquela época. Era pequeno, mas lembro que enquanto eles trabalhavam com o figo no rancho, o rádio estava lá, sempre ligado, tocando essas músicas. (Saudades!!!)”, recorda.

Furiozo diz que na ocasião, em 2005, era professor de violão popular e estudava guitarra no Conservatório Musical de Tatuí. Em um determinado dia, um de seus alunos pediu para que ele trocasse as cordas de uma viola e a partir disso, se encantou com o instrumento. “Eu troquei as cordas e me encantei pelo som da viola e desde então, tudo foi acontecendo. Comecei a estudar viola, depois a dar aulas e da primeira turma é que nasceu a Orquestra de Violas. Hoje posso dizer que nasceu de uma curiosidade e de uma recordação dos meus tempos de criança”, completa.

A Orquestra contabiliza 14 anos de trajetória. Neste ano trabalharam em diversos projetos, viajaram pelo Brasil e se apresentaram em festas típicas e tradicionais. “É importante dizer que a Orquestra é fruto de um trabalho em conjunto com todos os integrantes, pois todos dedicam o seu tempo e amor ao que fazem, são muitas pessoas envolvidas e todos fazendo o seu melhor. Além disso, os fatores comprometimento e determinação é que fez a Orquestra chegar aonde chegou, ser reconhecida em diversos estados e regiões e estar a caminho do seu 3º CD, com previsão de lançamento para início de 2019”, finaliza Furiozo.

Mais informações sobre a Orquestra de Violas Cultura Caipira de Valinhos no site www.orquestraviolavalinhos.com.br.

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