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Atualmente o músico faz parte das bandas Muziki 55 e P2

Por Thaís Ferrari

O músico Toninho Laz, de Valinhos, está no cenário musical desde os 15 anos de idade, quando teve sua primeira banda, em 1984. Sua trajetória e gosto pela música começou na adolescência, fase em que frequentava aulas de violão, pintura e teatro, no então Conselho Municipal de Cultura da cidade. Toninho conta que era preguiçoso ao tocar notas mais complexas no instrumento, e por isso cantava, obtendo aprovação do professor. “Eu me apresentava cantando, com alguém tocando, e ai foi, primeira banda, banda de baile”, relata.

Hoje, aos 49 anos, canta na Muziki 55, em tradução literal ‘música brasileira’, que mistura MPB e Rock, se apresentando em barzinhos da cidade e região. E ainda na Banda P2, normalmente em bailes, casamentos, eventos corporativos e outros, incluindo um repertório eclético. Algumas de suas inspirações são Djavan, cantor e compositor brasileiro, e Al Jarreau, cantor estadunidense já falecido. Apesar de cantar as músicas que particularmente gosta nas apresentações, Laz diz que é necessário mesclar, “tocar só MPB eu acabo limitando, então tem que se adequar e atender o público”, explica.

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Sobre a música em si, como expressão artística e cultural, Toninho acredita que se não existisse “o mundo não teria muita graça”, e, de alguma forma, as canções têm uma contribuição social. “Eu amo, a música traz outra sensação”. A relação com o público e os fãs é positiva, segundo ele, “uma troca maravilhosa”, sempre com cumprimentos e conversas após os shows. Mesmo trabalhando nas noites e finais de semana, consegue conciliar tranquilamente com a vida pessoal, “dá pra separar, mas uma coisa está ligada à outra”.

Anualmente, no dia 22 de novembro, é celebrado o Dia do Músico. De acordo com Toninho, a conjuntura da profissão no Brasil ainda é de desvalorização. “Quem vive de barzinho, como eu vivo, não é muito valorizado. As pessoas perguntam: ‘Mas você só faz isso?’ Veem a música como coisa de vagabundo”, argumenta. Também conta que hoje, um cache para se apresentar em bar é o mesmo pago há 20 anos, o que demonstra o desprestígio que acontece na prática. Falando em futuro, Laz é otimista, “sempre abrem novas portas, hoje você tem o YouTube, é uma outra forma de ganhar o público e fazer shows, e vender o seu trabalho”, finaliza.

O trabalho de Laz, da Muziki 55 e da Banda P2 podem ser conferidos pelas redes sociais, no Facebook e YouTube.

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