(Foto Reprodução)

Clelia Goulart, rainha de bateria de Valinhos, faz parte do grupo de bailarinas

Por Thaís Ferrari

Cinco brasileiras estão vivenciando uma nova experiência no Egito: formaram um grupo de bailarinas passistas e apresentam dança carnavalesca na cidade do Cairo e em Hurghada, nos hotéis locais do país. Com coreografias de Lili Rossetti, as passistas Letícia Matos, Iuli Caroline, Agnes Godinho e Andressa Araújo, todas de Campinas, e Clelia Goulart, que veio para Valinhos aos cinco anos de idade, foram contratadas por uma companhia de dança russa por nove meses. David Douglas Santos, dançarino de Goiás, ingressou recentemente nos shows para fortalecer o grupo. “Nós somos o primeiro show completamente brasileiro que essa equipe russa trouxe para o Egito”, conta a dançarina.

Clelia trabalha com carnaval, especificamente em Valinhos, há mais de 15 anos. Foi rainha de bateria da cidade durante muitos carnavais e atua profissionalmente há 10 anos, anteriormente com a Bateria Mega Gingado Show. “Quando surgiu a oportunidade de trabalhar fora do país foi bem legal, o trabalho foi reconhecido. Nós [Clelia e as meninas] nos destacamos no último carnaval, trabalhamos muito em Campinas e região, e começaram a surgir convites”, explica.

As apresentações do ‘Team Brazilian Show’, como são chamados, acontece em hotéis, “são vários hotéis em Hurghada, uma cidade de litoral, é uma imensidão de hotéis e de turistas que tem nessa cidade, cada show são mais de 100, 150, 200 pessoas na plateia para ver um show brasileiro”, relata. Clelia diz que todo o contexto é de caráter carnavalesco, a coreografia, os figurinos, “como se fosse uma escola de samba em cima do palco”. A dançarina também realiza um trabalho individual no meio do show, um solo de brasileirinho. A companhia russa é extremamente exigente, tanto com o físico, a postura e a dança em si, “não é permitido erros aqui, então está sendo fabuloso, como crescimento de trabalho e como crescimento pessoal também”.

Clelia Goulart (Foto Reprodução)

Para ela, a estadia no Egito tem se expandido do quesito profissional, pelo fato de ter a oportunidade de conhecer e lidar com diversas pessoas novas. “A gente aprende a conviver com o ser humano, com pessoas diferentes, de linguagem diferente, de mundos diferentes, porque como essa companhia é russa, trabalho com vários tipos. Aqui tem belly dance, dança contemporânea, ballet clássico, samba, ucranianos, russos, egípcios, é uma experiência muito boa”, destaca.

Morar com as integrantes do grupo também é um aprendizado diário para Clelia, “eu conheço as meninas há muitos anos, mas a gente nunca conviveu 24 horas por dia, isso aqui é um Big Brother [risos], você aprende que nem todo mundo é igual, é uma experiência de vida, mas é uma experiência que estamos buscando, porque têm outras turnês e outros contratos fechados, então esse primeiro estágio está sendo uma escola”, define. A dançarina afirma que após essa turnê voltará para o Brasil para visitar a família, e em seguida, vai para a China por tempo indeterminado. “Nosso propósito de vida aqui realmente foi conquistar o Cairo, e isso está sendo perfeito.”.

Além de dançarina, Clelia é bracista, com uma história de 22 anos na luta de braço, intercalada com a dança, porém pretende retomar a prática da atividade esportiva em breve. “Vou retornar a partir de julho, mesmo se eu estiver viajando, vou competir em outros países se couber tempo nessas turnês”. Antes das duas atuações, também é Podóloga, “dança não dá dinheiro e nem luta de braço, é por amor [risos]”, finaliza.

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