Diretor da Defesa Civil, Eduardo Mathias (Foto Thaís Ferrari)

Sistema Municipal atua na área preventiva, no socorro, na assistência e na recuperação do município

Por Thaís Ferrari

A Defesa Civil de Valinhos, em parceria com as Secretarias Municipais, Departamento de Águas e Esgotos (DAEV), Corpo de Bombeiros, órgãos do Estado e do governo federal e empresas da iniciativa privada, tem se preparado durante o ano todo para qualquer tipo de ocorrência, principalmente emergências, que supostamente possam ocorrer no município. Além disso, conta com operações pontuais, como a Operação Estiagem, e agora, a partir do dia 1º de dezembro – neste sábado, a Operação Verão, que se estende até 31 de março de 2019.

“Antes da chuva, nos reunimos para que essa integração aconteça, desde a CPFL, companhia de telefone, Rota das Bandeiras, AutoBAn, enfim, todas as empresas que direta ou indiretamente fazem parte da rotina do valinhense, procuramos essa integração para, se acontecer alguma coisa, a gente desencadear todo um procedimento e sistema de Defesa Civil para que a cidade seja resiliente”, explica Eduardo Mathias, diretor da Defesa Civil.

Como cada verão é específico e tem suas ‘surpresas’, contam com ferramentas que auxiliam nesse período, como o pluviômetro manual, que registra o índice de chuva, a estação meteorológica automática, que fica no Parque Municipal, atualizando a cada 20 minutos a temperatura do município, a umidade relativa do ar e o índice pluviométrico, além do radar, que aponta os locais que estão chovendo no estado e se a chuva está vindo para Valinhos.

Parceiros como a Somar Meteorologia, que envia informações de manhã, tarde e noite e previsões dos próximos cinco dias, contato direto com o CEPAGRI (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp, levantamentos do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado e assistência do IG – Instituto Geológico, são imprescindíveis para o êxito nas ações da Defesa Civil.

“Nós participamos de uma oficina preparatória para chuvas de verão e na oportunidade uma especialista em meteorologia disse que existe risco de temporais e de micro explosão, como aconteceu em 2016 em Campinas, então todo e qualquer tipo de ação que o verão traz nós precisamos ter ferramentas para tentar ser resiliente e para que a cidade responda da melhor maneira possível”, esclarece Mathias.

Áreas de risco

A partir do Mapeamento de Risco, levantamento feito pelo parceiro IPT – de 2013, cinco locais de Valinhos merecem atenção. O Parque Portugal, não na totalidade, mas algumas áreas, como também o Bosque dos Eucaliptos, bairros com risco de deslizamento pelo encharcamento do solo devido à chuva. Outras três áreas são consideradas risco de inundação, são elas: o Pinheirinho – margem à Avenida Paulista, a Avenida Invernada e o Capuava.

Recomendações oficiais

Mathias ressalta que há cuidados importantes por parte dos munícipes, como a limpeza de calhas, para reduzir o índice de infiltração de água nas paredes e evitar desabamento, e a limpeza de vielas. “Nós temos muitas ocorrências nessa questão de muro de arrimo, que cai nesse período de chuva, e um dos motivos é exatamente a viela entupida, ou alguém que constrói em cima da viela e acaba minando água no muro do vizinho, muitas vezes esse muro cai sobre a residência, colocando em risco a vida da população”, explica.

Em casos de alagamento, o diretor recomenda que as pessoas não se arrisquem e que devem buscar outros trajetos, “a segurança para passar em um alagamento é a água estar abaixo da metade da roda do seu carro”. Sobre os raios, evitar ficar exposto quando iniciar o temporal, procurar locais cobertos, isolados, ou ficar dentro do veículo, “porque a borracha do pneu isola todo e qualquer choque que possa acontecer através do raio”.

O Sistema Municipal de Defesa Civil atua em quatro situações, na área preventiva, no socorro, na assistência e na recuperação do município, “a mais importante, sem dúvidas, é a prevenção”. Mathias destaca que a maior preocupação é com os munícipes, mas também evitar ao máximo que os serviços essenciais fiquem paralisados. O papel da Defesa Civil é agir para que os serviços essenciais e a rotina da população não sejam prejudicados. “Deixamos o município pronto, sempre com um plano de contingência, cada secretaria tem a sua responsabilidade dentro do sistema municipal de proteção e Defesa Civil, é uma coisa muito ampla, nós precisamos de todo mundo”, finaliza.

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