Celebrado no dia 1º de dezembro, o objetivo desta data é promover troca de informações e experiências e de criar um espírito de tolerância social

Por Alef Gabriel

O dia mundial do combate é a ocasião de se falar da infecção por HIV e da AIDS, de se ocupar das pessoas infectadas pelo HIV e das doenças da AIDS, e de saber mais sobre esta doença. Este dia internacional de ação coordenada contra a AIDS constitui já em um evento anual na maior parte dos países. Alexandre Padilha é médico infectologista, professor universitário, foi Ministro da Saúde no governo Dilma e Secretário Municipal da Saúde na gestão do prefeito Fernando Haddad em São Paulo, eleito deputado federal em SP e conversa com o JTV a respeito desse dia marcante na área da saúde.

A importância desta data está na conscientização do contágio do vírus. Vencer o estigma da doença é o maior desafio na luta contra AIDS. “Quando fui Ministro da Saúde, anunciamos a liderança do Brasil no rancking do tratamento da AIDS. Quando diagnosticada, a pessoa já inicia de imediato o tratamento oferecido na rede pública, com o objetivo de reduzir a transmissão e para que essa pessoa possua melhor qualidade de vida possível”, explica o médico infectologista e ex-Ministro da Saúde.

O vírus do HIV ataca o sistema imunológico do ser humano desenvolvendo uma situação em que a pessoa passa a adquirir doenças infecciosas e cânceres podendo levar a sua morte.  Pessoas que vivem com HIV e fazem o tratamento adequadamente, reduzem o risco de transmitirem o vírus. Quando não há o tratamento adequado do HIV com os medicamentos antirretrovirais o vírus se multiplica, se manifestando a AIDS, as consequências ocasionam a falência do sistema de defesa do organismo, ocasionando outras morbidades, conta Alexandre Padilha.

Sobre a situação do Brasil em relação à doença, o médico explica “O último relatório divulgado pelo Ministério da Saúde mostra a redução de 16% da mortalidade das pessoas que vivem com HIV. Essa redução se mostra a partir do ano de 2013, justamente quando era Ministro da Saúde e priorizamos a antecipação do tratamento do HIV, fomos ousados em introduzir na rede pública pela primeira vez no mundo a estratégia realizar o teste e começar o tratamento imediato se estiver positivo”. Ele também conta que a maior dificuldade é o preconceito contra a prevenção. E que a sociedade precisa tratar esse tema da vulnerabilidade social, dos estigmas da doença.

Além da medicação antirretroviral, foi inserida na rede pública, pelo ex-ministro, a PrEP (profilaxia pré-exposição) onde a pessoa que não possui o vírus e tiver contato com pessoas pode recorrer a esta medicação, ela está disponível para a população vulnerável, como profissionais do sexo e comunidade LGBT+, justamente por serem mais vulneráveis. Quando tomada, ela impede a instalação do vírus no organismo. Também há disponível a PEP (profilaxia pós-exposição) também antirretrovirais que são tomados após exposição de risco. Também é sempre importante lembrar que há disponível nas unidades de saúde à realização dos testes rápidos de AIDS, orientações e preservativos masculinos e femininos.

O infectologista informa que estes testes de sorologia são realizados em unidades básicas de saúde ou Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), nesses locais, é possível a realização de testes para a detecção de HIV/AIDS e também de outras DSTs. Esses locais possuem profissionais especializados e que podem ajudar em orientações psicológicas e a forma de tratamento.

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