Natália Rovere explica atuação da fonoaudiologia nos tratamentos em busca de melhor qualidade de vida

Por Alef Gabriel

Dia 9 de dezembro, domingo, é comemorado Dia do Fonoaudiólogo e entrevistamos a Dra. Natália Rovere, formada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde também fez aprimoramento em fonoaudiologia na área da surdez. Atualmente trabalha na ACESA Capuava, onde atende surdos/deficientes auditivos; também atua como fonoaudióloga clínica em Valinhos (Espaço Bona Fide e Clínica Lishmor) e em Paulínia (Clínica Habilitá).

O que é um fonoaudiólogo? Quais suas funções e quais áreas atuam?

O fonoaudiólogo estuda e atua na comunicação e nos seus distúrbios, que podem ser relacionados à fala (linguagem oral), escrita, voz, articulação dos fonemas, fluência e audição… Mas não é só isso! A comunicação está relacionada a muitas outras funções do nosso organismo, como as funções de mastigação, deglutição e respiração e repercute no desenvolvimento da pessoa como um todo, seja socialmente, emocionalmente e, até mesmo, no âmbito educacional. O fonoaudiólogo também exerce atividades de ensino, pesquisa e administrativas.

Por que escolheu essa profissão?

Escolhi a profissão por sempre ter gostado de trabalhar diretamente com pessoas, por achar muito interessante entender o funcionamento da comunicação humana e por já ter passado por terapia fonoaudiológica quando criança, tais fatores me motivaram a pesquisar mais sobre a fonoaudiologia e ter vontade de cursar a graduação na área.

Qual idade tem a maioria dos pacientes e por que a procuram?

Na ACESA atendo apenas crianças em idade escolar, a maioria delas é surda/ deficiente auditiva; já na clínica tenho pacientes de todas as faixas etárias (de 1 a 91 anos), mas a maior parte são crianças e adolescentes, com queixas de dificuldade de aprendizagem ou atraso no desenvolvimento de linguagem; apesar disso, também atendo outros casos relacionados à voz e motricidade orofacial.

Existem pacientes que necessariamente não possuem problemas auditivos ou de comunicação, mas se consultam com intuito de melhorar dicção, fala ou algo nesse sentido?

Sim, as queixas podem ser relacionadas a qualquer uma das áreas de abrangência citadas (voz e motricidade orofacial são alguns exemplos). Algumas vezes nem existe queixa por parte do paciente e o fonoaudiólogo pode realizar um trabalho no sentido de prevenção, orientação e promoção de saúde, um exemplo comum é o de profissionais que usam a voz frequentemente e desejam aprimorar a qualidade vocal, sem necessariamente estar com “problemas” vocais.

Quais pontos positivos você destacaria em ser uma fonoaudióloga?

Destaco a importância em poder colaborar com a promoção de saúde da população, pois ao atender um paciente vejo o indivíduo como um todo, levando em conta toda sua história e não só a queixa apontada naquele momento. Também destaco o quão gratificante é ver a evolução das pessoas, o desenvolvimento pessoal, social, emocional e escolar.

A tecnologia no geral influência no seu trabalho?

Sim, atualmente contamos com uma infinidade de recursos tecnológicos que visam complementar nosso trabalho, tanto no diagnóstico como na intervenção; existem muitos recursos disponíveis para cada área de atuação, alguns exemplos são: Pranchas de comunicação suplementar e/ou alternativa de alta tecnologia; Implante Coclear e Prótese Auditiva; Softwares de treinamento; aplicativos que auxiliam na prática fonoaudiológica e muitos equipamentos que contribuem para os diagnósticos e exames. A tecnologia é uma grande aliada, mas é válido ressaltar que nenhum tratamento se dá apenas pelo uso da tecnologia, pois o sucesso terapêutico está relacionado a muitos fatores.

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