A Prefeitura de Valinhos inaugurou mais uma obra, a Farmácia Central, que fica na Rua Itália, 477, no prédio que era ocupado pela Biblioteca Municipal. O local, segundo dizia um comunicado da assessoria de imprensa, iria garantir maior qualidade ao atendimento dos moradores de Valinhos, com mais conforto e segurança, e iria centralizar a distribuição de medicamentos do município e da Farmácia de Alto Custo, do governo estadual.

Rampa de acesso a farmácia de alto custo

Esta redação perguntou por diversas vezes à assessoria de imprensa qual era o valor da reforma e também se havia uma projeção ou uma planilha de custos e a resposta era sempre a mesma, de que a obra não estava “fechada” e, portanto, não havia o valor total. Hoje já é sabido que a reforma consumiu pouco mais de R$ 737 mil.

A reportagem do Jornal Terceira Visão, após diversas denúncias, esteve no local nesta segunda-feira (7) para verificar e encontrou diversos problemas e ouviu uma chuva de reclamações dos munícipes presentes, veja quadro abaixo:

  • Bancos sem estofamento e sem encosto
  • Água no bebedouro com gosto horrível
  • Muita gente em pé e alguns sentados no chão
  • Demora, segundo os munícipes, de pelo menos 2 horas para ser atendido
  • Painel de atendimento não estava funcionado (funcionários ficavam gritando o número da senha)
  • Não há acessibilidade na farmácia de alto custo (é impossível um cadeirante chegar ao local)
  • Os aparelhos de ar condicionado ficam soltando água no chão, acarretando em escorregões dos idosos.
  • Não há linhas de ônibus próximo ao local, ou seja, há necessidade do munícipe de deslocar da rodoviária até a Rua Itália, num percurso de aproximadamente 750 metros, quase sempre em subida.
Vazão de água do ar condicionado deixa chão escorregadio

Além disso, é necessário que se diga que essa obra é fruto de contrapartida da HM Engenharia (empresa que está construindo os 900 apartamentos), sendo assim não há licitação para a construção. Perguntamos também se os aparelhos de ar condicionado eram aqueles que foram comprados no ano passado para as UBS’s e para a UPA.

A prefeitura nos respondeu que os aparelhos de ar condicionado adquiridos em 2018 foram instalados na farmácia, que havia apenas um banco (veja as fotos) sem encosto e seu conserto está sendo providenciado, que não havia informação sobre problemas com a água (só para ficar claro, a reportagem tomou água do bebedouro e estava com gosto horrível) e que eles teriam checado (?) e nada havia sido constatado.

Disseram também que o local possui condições de atender bem a população. Em dias de muito movimento é natural que haja fila e uma demora um pouco maior, como o que ocorreu na segunda-feira (7), mas que na terça-feira (8) não havia fila e nem espera. Afirmaram também que o painel apresentou problemas depois da mudança. O equipamento está na garantia e a assistência técnica já foi acionada. Quanto à acessibilidade, os usuários da Farmácia de Alto Custo devem acessar o prédio pela entrada principal, totalmente acessível, até que a rampa da entrada lateral esteja finalizada (nos próximos dias). Depois, retificaram e disseram que não seria feita rampa nenhuma, que seria fechado aquele acesso e os munícipes entrariam pela porta principal.

Ainda segundo a assessoria, o novo prédio fica próximo do Terminal Rodoviário e de pontos de diversas linhas de ônibus urbano. A localização é estratégica. Mesmo assim, está em estudos a mudança de uma linha para facilitar ainda mais o acesso. Não é o que pensam os munícipes ouvidos pela reportagem no local. Todos reclamaram da distância e da falta de informação sobre a mudança (que foi realizada no período de festas) e que só ficaram sabendo após se dirigirem às outras farmácias, tanto a de alto custo, quanto aquela que ficava no CEV.

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