Novo medicamento pode reduzir em até 34% a taxa de surtos nos portadores

O ano de 2019 começa com uma boa notícia para os cerca de 35 mil pacientes que têm esclerose múltipla no Brasil. O Diário Oficial da União (DOU) do dia 27 de dezembro de 2018, em sua portaria de nº 90, publicou a incorporação do Acetato de Glatirâmer 40mg/ml (COPAXONE® 40mg/ml) para o tratamento Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR) no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, que tem até 180 dias para disponibilizar o medicamento gratuitamente.

Além do Acetato de Glatirâmer 20mg/ml (COPAXONE® 20mg/ml) da Teva, que é de aplicação diária, o Sistema Único de Saúde agora conta também com uma nova apresentação disponível aos pacientes de esclerose múltipla: o Acetato de Glatirâmer 40mg/ml (COPAXONE® 40mg/ml), que, com três aplicações semanais, pode reduzir em até 34% a taxa de surtos nos portadores que têm a doença neurológica crônica e autoimune.

Com eficácia e segurança comprovadas desde 2002, ano em que a formulação 20 mg/ml do medicamento passou a ser disponibilizado no SUS, o processo para a incorporação da nova apresentação contou com uma Consulta Pública, aberta em 3 de outubro de 2018 e encerrada 21 dias depois, de acordo com a portaria de nº 53 do Diário Oficial da União (DOU). Durante esse período, a sociedade civil se manifestou e enviou sugestões a respeito da recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) relativa à proposta de incorporação do Acetato de Glatirâmer 40mg/ml (COPAXONE® 40mg/ml).

O medicamento Acetato de Glatirâmer 40mg/ml (COPAXONE® 40mg/ml) teve seu registro aprovado pela ANVISA em 09/10/2017. Ele se difere do medicamento ACETATO DE GLATIRÂMER 20mg/ml (COPAXONE® 20mg/ml), disponível no SUS desde 2002, pela sua formulação, possibilitando o controle da doença com apenas três aplicações semanais, ao invés de uma aplicação diária, reduzindo, portanto, em até 60%² o número de injeções.

A eficácia e segurança do Acetato de Glatirâmer 40mg/ml (COPAXONE® 40mg/ml) foram comprovadas em um estudo chamado GALA que mostrou uma redução de 34% na taxa de surtos dos portadores da EM tratados com o medicamento. Com um perfil de segurança e tolerabilidade satisfatórios, a nova apresentação também mostrou a diminuição de 50% no que se refere às reações no local das injeções.

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