Parece incrível, mas a cada dia estão mais escancarados os conchavos políticos junto a administração pública.

No período eleitoral os políticos que pleiteiam o cargo executivo formam alianças partidárias para se elegerem, e essa tomada de decisão reflete no momento em que assumem o cargo. E culminante a este fato, ainda precisa buscar o apoio do poder legislativo para poder governar.

O fato é que muitos acordos são selados antes e depois que se toma o poder, não importa a adversidade política das eleições, e sim manter a maior base para conseguir governar com razoabilidade. Essas alianças perpetuam durante meio mandato, pois quando apontam as novas eleições, os aliados começam a traçar outros planos e metas, e toda a estrutura montada começa a ser abalada.

Em Valinhos, os conchavos políticos sempre foram muito presentes, porém o governo atual teve rupturas diversas.

Ainda durante o período eleitoral, Dr. Orestes Previtale entrou em divergência com o partido MDB, que pouco contribuiu para sua campanha.

Logo que assumiu o Poder Executivo, o atual prefeito trouxe para o seu governo o Partido Democrático Trabalhista (PDT), este que fora oposição com candidato próprio para prefeito.

Mas algo neste momento começava a mudar. Um vereador eleito na base do Doutor pulou do barco e sem preguiça se tornou oposição, e saiu em busca de objetivos claros de almejar a posição de prefeito em 2020.

Como tinha uma base pequena junto ao Legislativo para conseguir governar, Dr. Orestes iniciou as negociações com os vereadores, e almejou o que queria a maioria na Câmara. Mas, como nada acontece por acaso na área política, a administração municipal e as autarquias foram loteadas de cargos de confiança indicados pelos que vieram formar a base. E administração do Doutor começou a andar, porém era preciso a mudança de partido do prefeito. De bate pronto, surgiu o Partido Socialista Brasileiro (PSB), e em seguida, Dr. Orestes e sua vice Laís Helena se filiaram a este partido.

Meses se passaram, quando parte do PSDB chegou num voo glamoroso para fazer parte da administração. Digo parte, pois não foi uma decisão unânime do partido, haja vista que somente alguns aliados aceitaram tal decisão. Essa chegada causou certo temor na base aliada ao Doutor, mas com jeitinho aqui e ali tudo entrou em curso normal. Pois é, nem tão normal!

As coisas estavam caminhando, quando o PDT, de Alexandre Tonetti, em discordância com o andar da carruagem saiu do governo, e passou a mostrar seus ideais de luta. Surgindo assim, uma nova oposição.

Bem, chegamos ao final de 2018. Nas últimas sessões da Câmara, os projetos de grande valia para o governo foram protelados, os vereadores começaram a levantar as asas e mostrarem um desconforto como base do Doutor. Como disse no início, terminou o segundo ano do governo Previtale e os conchavos começam a mudar mediante as tomadas de decisões precisas para as eleições de 2020. Mas é cedo. Não, é a hora!

Começa 2019, rumo a 2020! A administração começa a perceber as mudanças de postura de alguns vereadores da base e começa a pressionar o posicionamento contrário ao governo, mas sem tanto sucesso aparente, começou a exonerar cargos de confiança ligados à vereança.

Muita coisa vai rolar este ano! Vai chegar gente nova no governo, o prefeito pode mudar novamente de partido, os partidos vão tomar sérios posicionamentos, quem estava morto vai ressuscitar, muito coelho vai sair da cartola e muita água vai rolar. E sabe quem se ferra com estes jogos políticos? Valinhos!

Enquanto os políticos estão jogando, os conchavos se desfazendo e refazendo, os interesses ligados a cidade vão sendo deixados de lado. E como a atual administração não atingiu seu auge, também vai começar a atropelar suas ações, e a população vai passar um ano sem saber quem vai, quem fica e quem pode voltar.

Realmente, esses conchavos políticos são o lado podre da política e o embargo das políticas públicas, haja vista que Valinhos com todos estes embrolhos não consegue se desenvolver numa constante, e a cada ano parece retroceder, ao invés de buscar um desenvolvimento sustentável planejado e contínuo.

E o que acontece? Impostos e impostos sobre a população, pessoas competentes sendo desligadas de cargos essenciais, vereadores buscando os holofotes em pequenas ações, pessoas fazendo caridade para autopromoção, e assim vai!

Portanto, cabe a nós observarmos as movimentações neste período para projetarmos em quem vamos depositar nossa confiança em 2020, está difícil, eu sei! Então infelizmente, vamos ter que escolher o ‘menos pior’. Mesmo sabendo que os conchavos vão continuar existindo, não é verdade?

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