Levantamento mostra queda de 11,6% nas unidades de Campinas, Piracicaba, Limeira e Mogi Mirim entre 2017 e 2018

O número de internações de adolescentes infratores na Fundação Casa na região caiu 11,6% no ano passado. Foram 1.608, contra 1.820 de 2017, nas unidades das cidades de Campinas, Piracicaba, Limeira e Mogi Mirim.

Para o secretário de Justiça e Cidadania de São Paulo, Paulo Dimas Mascaretti, os números mostram que há uma nova tendência da Justiça para lidar com adolescentes infratores, com mais determinações por medidas em meio aberto, ou seja, sem internação.

“Há uma possibilidade de a gente conceder medidas de meio aberto. Internações devem ser reservadas para situações em que existem infrações que realmente são relevantes, crimes violentos”, afirma Mascaretti.

Para Marcelo da Cunha Bergo, juiz da Vara da Infância e Juventude de Campinas, algumas internações poderão ser evitadas. “O juiz analisando o caso, a composição familiar, a questão de uso de drogas, de escolarização, a situação de risco que essa pessoa se encontra. Ele vai, entre as medidas que nós temos em meio aberto ou meio fechado, escolher a que é mais adequada e mais compatível com a situação do adolescente.”

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