Na última terça-feira, dia 6, mães e responsáveis de alunos da EMEB Jorge Bierrenbach de Castro, no bairro Parque das Colinas, se reuniram na frente da escola e chamaram a presença da reportagem do JTV, para mostrarem a indignação da presença dos reeducandos no interior da escola, na execução de uma obra de esgoto.
A questão principal levantada, é que os reeducandos são pessoas que estão cumprindo pena prisional, e segundo informações, estes já foram autuados com drogas, celulares, e costumam abordar a população quando estão prestando serviços na cidade. A preocupação é que estes estão misturados com os alunos pequenos no período de aulas, para executarem a obra. Esse fato vem preocupando os pais, haja vista que estes estão armados com seus instrumentos de trabalho, e podem coagir os pequenos que não sabem se defender. Ainda mais, que a violência no cotidiano está cada dia maior.
As mães apontam que escola não possui trancas nos banheiros, câmeras de segurança e nem mesmo a presença de Guardas Municipais para a segurança dos alunos. E dessa forma, para elas, os reeducandos não poderiam estar junto com as crianças sem a supervisão de guardas municipais ou outra força policial.
O diretor da escola solicitou a presença da Guarda Municipal durante a manifestação das mães, os reeducandos foram retirados do local, mas o descontentamento das mães foi grande.
O Secretário de Segurança do município, na prestação de contas, na última quarta-feira 27, afirmou que os reeducandos não apresentam risco para a sociedade, haja vista que estes já estão terminando o cumprimento de suas penas, e precisam ser recolocados juntos à sociedade. E que é impossível colocar a Guarda Municipal durante todo período escolar atendendo aos alunos, sendo que não existe número de efetivo suficiente para atender todas as escolas, mas que o patrulhamento pelos bairros está sendo feito com grande excelência.
A prefeitura por meio de sua assessoria de imprensa informou que, três reeducandos estiveram na EMEB Jorge Bierrenbach de Castro para fazer a troca de uma tubulação do prédio, que estes estavam sob monitoria de três servidores da Educação, exclusivamente destacados para acompanhá-los.

Trecho do Boletim Municipal (Atos Oficiais) onde consta a nomeação da comissão

O interessante nesse ponto é que a prefeitura criou uma comissão (que ganha um valor mensal para isso) exatamente para acompanhá-los e coordená-los. O que mais chama a atenção é que nenhum destes membros dessa comissão pertence à secretaria de Educação, portanto se havia três funcionários da educação acompanhando, por que estamos pagando esse pessoal dessa comissão?
As mães afirmaram que não vão permitir a presença dos reeducandos sem a presença da Guarda Municipal, e sugerem que as obras sejam realizadas fora do período de aula. E que vão “cobrar a presença dos guardas na entrada e saída da escola, sendo que estes estão presentes todos os dias em frente ao SESI, que é uma escola estadual (sic) – O SESI é particular e não estadual –, enquanto as municipais ficam desguarnecidas e correndo risco de infrações de traficantes e violência”.
Além disso, as mães salientam que na gestão anterior a escola era bem segurada pela presença da guarda, que fazia a ronda preventiva, a travessia e o patrulhamento da área com total eficácia. E que a preocupação delas é que com a falta de cumplicidade do atual governo com a escola e as crianças, ainda mais num período em que a violência está crescente e assustadora.
Na última semana, o JTV esteve nesta mesma escola acompanhando a entrada e saída dos alunos, e vários pais alertavam a falta da presença da Guarda Municipal, porém a situação permanecerá a mesma segundo o secretário de segurança do município.
O patrulhamento continuará de forma preventiva pelos bairros, mas sem fixar guardas em frente às escolas como era feito anos atrás.

Veja abaixo o vídeo da manifestação das mães

https://www.youtube.com/watch?v=zaP_FtxVazY

 

 

 

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