Em Valinhos as contratações no setor seguem positivas no ano, com 580 vagas preenchidas ante a 485 suprimidas. Saldo do ano é de 95 postos de trabalho

A construção civil da Região Metropolitana de Campinas (RMC) fechou 52 postos de trabalho com carteira assinada no mês de setembro. Foi o segundo mês seguido que o setor teve mais demissões que contratações. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi divulgado nesta quinta-feira (17) pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. No acumulado do ano de 2019 o setor tem saldo de 3.337 vagas abertas.

Dos 20 municípios que formam a RMC, 15 tiveram saldo positivo – três a mais em relação a agosto -, e em cinco os números de demissões superaram as contratações.

Indaiatuba foi a cidade com o maior quantidade de pessoas demitidas em setembro: 166, repetindo agosto, quando a cidade perdeu 123 postos. O mesmo desempenho negativo teve Paulínia, com 88 vagas fechadas – em agosto haviam sido 378 postos de trabalhos eliminados. Hortolândia (43), Monte Mor (14) e Santo Antônio de Posse (7) completam o grupo de cidades com redução de vagas.

Valinhos admitiu 66 pessoas e demitiu 38, tendo um saldo positivo no mês de 28. O saldo do ano é de 95 trabalhadores a mais.

NO ANO

No acumulado de janeiro a setembro, o setor da construção civil gerou 3.337 empregos, número este que reforça a retomada do mercado imobiliário e os lançamentos, após quatro anos de estagnação. Dos 20 municípios da RMC, somente três ainda estão com saldo negativo: Hortolândia (186), Paulínia (378) e Santo Antônio de Posse (19).

Para Francisco de Oliveira Lima Filho, Presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp), apesar do saldo negativo o setor vem se recuperando. Ele cita, como exemplos, o crescimento no número de lançamentos e no aumento de vendas de imóveis em Campinas, que é responsável por puxar o setor como um todo.

“O volume de unidades lançadas em Campinas teve alta de 92%, enquanto que as vendas entre junho de 2018 a junho de 2019 aumentaram 12,86%, segundo o número de transações imobiliárias oficiais, com registro em cartório, contra um crescimento estadual de apenas 1,55%”

Tabela mostra evolução por cidades no mês de agosto e no acumulado do ano

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