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Monkeypox: Saiba mais sobre a doença e os cuidados em casos de infecção

A maioria dos casos humanos de MPX apresenta sintomas leves a moderados

No cenário mundial, até 20 de junho de 2022, foram notificados 2.655 casos distribuídos em 50 países com 2.546 casos confirmados conforme descrito: Reino Unido (574), Espanha (497), Portugal (276), Alemanha (338), Canadá (167), França (183), Países Baixos (95), Estados Unidos (113), Itália (71), Bélgica (68), Suíça (28), Emirados Árabes (13), Irlanda (14), Austrália (13), Eslovênia (7) República Tcheca (6), Suécia (10), Gana (5), Dinamarca (8), Israel (5), Finlândia (3), Argentina (5), Áustria (11), Letônia (2), Noruega (2), México (4), Romênia (3), Venezuela (1), Polônia (13), Grécia (2), Chile (1), Luxemburgo (1), Georgia (1), Marrocos (1), Gibraltar (1), Hungria (3) e Malta (1).

No Brasil, segundo a Sala de Situação do CIEVS Nacional, até 19 de junho de 2022 foram confirmados oito casos: São Paulo (4), Rio de Janeiro (2) e Rio Grande do Sul (2). Atualmente há seis casos suspeitos nos seguintes estados: São Paulo (1), Ceará (1), Rio de Janeiro (2), Espírito Santo (1) e Acre (1).2 No Estado de São Paulo, 4 casos foram confirmados por laboratório, todos com vínculo epidemiológico e histórico de viagem para Europa.

MPX é uma doença zoonótica viral e sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus. Apesar do nome, os primatas não humanos não são reservatórios do vírus da varíola.

A MPX é transmitida principalmente por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais, lesões de pele ou membranas mucosas de animais infectados. A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato próximo/íntimo com lesões de pele de pessoas infectadas, como por exemplo pelo abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também pode ocorrer por meio de secreções em objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente.

A transmissão do vírus via gotículas respiratórias usualmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, membros da família e outros contactantes, as pessoas com maior risco de serem infectadas.

O período de incubação é tipicamente de 6 a 13 dias e pode variar de 5 a 21 dias de intervalo.

Após infectada, a pessoa comumente inicia os sintomas com febre, mialgia, fadiga, cefaleia, astenia, dor nas costas e linfadenopatia. Após três dias 1 a 3 do pródromo, o indivíduo apresenta erupção maculopapular centrífuga a partir do local da infecção primária e que se espalha rapidamente para outras partes do corpo. As lesões progridem, no geral dentro de 12 dias, do estágio de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e crostas. A diferença na aparência da varicela ou da sífilis é a evolução mais uniforme das lesões. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas, o que ocorre em geral em 2 a 4 semanas.

Até o momento é baixo o risco para a população em geral. No entanto há um maior risco para crianças, gestantes, idosos ou imunocomprometidos entre os contatos próximos de MPX.

Não existe tratamento específico para a infecção pelo Monkeypox. O tratamento é sintomático e envolve a prevenção e tratamento de infecções bacterianas sintomáticas. As lesões são em geral múltiplas e se curam entre 2 e 4 semanas; o número de lesões varia de algumas a vários milhares e afetam as membranas mucosas da boca (70% dos casos), genitália (30%), conjuntiva palpebral (20%) e córnea. A maioria dos casos humanos de MPX apresenta sintomas leves a moderados. A gravidade da doença também pode variar dependendo da via de transmissão, suscetibilidade do hospedeiro e da quantidade de vírus inoculado.

O caso confirmado de MPX deverá se manter em isolamento até que a erupção cutânea esteja totalmente resolvida, ou seja, até que todas as crostas tenham caído e uma nova camada de pele intacta tenha se formado.

Cuidados em casos confirmados:

1. Não sair de casa, exceto quando necessário para emergências ou cuidados médicos de acompanhamento.

2. Contato com amigos, familiares somente em emergências;

3. Não praticar atividade sexual que envolva contato íntimo;

4. Limpe e desinfete rotineiramente superfícies e itens comumente tocados;

5. Use máscaras cirúrgicas bem ajustado quando estiver em contato próximo com outras pessoas em casa;

6. Higiene das mãos;

7. Caso utilize lentes de contato evite nesse período para prevenir possíveis infecções oculares;

8. Evite depilar áreas do corpo cobertas de erupções cutâneas;

9. Se possível, use um banheiro separado de outra pessoas que moram no mesmo domicílio;

10. Tente evitar a contaminação de móveis estofados e outros materiais porosos;

11. A roupa suja não deve ser sacudida para evitar a dispersão de partículas infecciosas;

12. Roupas de cama, toalhas e vestimentas devem ser lavadas separadamente;

13. Pratos e outros talheres não devem ser compartilhados;

14. Evitar o contato com animais de estimação;

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