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A luta contra o câncer e a busca por esperança de Ana Carolina

Fases difíceis nos desafiam a repensar prioridades e valores

Luanna Dias

Há acontecimentos na vida de alguém que têm o poder de alterar sua perspectiva de mundo, revelando o que verdadeiramente importa. Essas fases difíceis desafiam a repensar as prioridades e valores. São colocadas a prova a garra, a coragem e a força de vontade de continuar de cabeça erguida.

Ana Carolina de Oliveira Senatore, de 38 anos, recebeu o diagnóstico da presença de um tumor, num período em que seu marido estava internado. Percebeu que havia algo de errado com seu corpo devido a um inchaço anormal, foi então que procurou ajuda médica. Desde o início tinha o pensamento de que iria se curar.

Essa doença me fez ressignificar tudo”

A batalha contra doenças é cheia de dificuldades e obstáculos


A partir desse momento as prioridades de Ana foram redefinidas e sua percepção mudou: “Tudo foi rápido, em pouco tempo já tinha feito a biópsia, que confirmou que tinha um linfoma não- Hodgkin, e comecei os tratamentos. Digo que essa doença me fez ressignificar tudo. Me ensinou a me amar mais, valorizar quem realmente está ao meu lado, e o mais importante confiar em Deus e estar constantemente na presença dEle”.

A batalha contra o câncer é cheia de desafios. Vencer o próprio medo de algo desconhecido e novo, enxergar um recomeço e uma cura e reeducar os próprios pensamentos. “O tratamento é complexo, mas pensava sempre que cada quimioterapia e imunoterapia eram as gotas de cura que entravam em meu corpo, assim como a radioterapia, que é a próxima fase do tratamento”, revelou Ana Carolina. O peso de lidar com os obstáculos por conta própria pode ser muito pesado. Contar com o apoio de entes queridos pode ser uma boa opção para tornar a jornada menos caótica. Além de seus parentes, Ana Carolina participa de grupos de apoio e organizações que a ajudam a enfrentar este momento difícil.

“Pensava sempre que cada quimioterapia e imunoterapia eram as gotas de cura que entravam em meu corpo”

Outro fator de apoio pode ser o planejamento do futuro, que ajuda a manter a esperança de que há sim, mais pela frente, e uma vida além da doença. O ato de visualizar metas e sonhos a serem alcançados fortalece a determinação e a resiliência, tornando mais fácil enfrentar os desafios que a doença traz. “Meus planos são: voltar a minha rotina de trabalho, viajar e ter um filho”.

Para outras pessoas, o conselho de Ana é manter a atenção à saúde: “O conselho ou dica que falo sempre é para ficar atenta (o) ao seu corpo, pois ele dá sinais de quando há algo que não está em ordem. Faça todos os exames preventivos e regulares, pois nossa vida é valiosa”.

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