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Bebê repatriado após tráfico internacional terá destino incerto entre abrigo e família adotiva no Brasil

Um empresário português, de 49 anos, recentemente detido em Valinhos, está no centro de uma investigação por tráfico internacional de bebês. Ele levou uma recém-nascida brasileira para Portugal em 16 de novembro. A criança, vítima desse tráfico, terá seu destino decidido após a repatriação ao Brasil, podendo ser encaminhada para um abrigo ou acolhida por uma família, conforme informações da promotora do Ministério Público (MP). A data para a repatriação ainda não foi definida.

O marido do suspeito, mesmo sem antecedentes criminais, está sob investigação pelas autoridades portuguesas. A promotora destaca que a bebê pode ser destinada a um acolhimento institucional, como um abrigo, ou ser encaminhada a uma família acolhedora até a conclusão do processo de adoção.

Enquanto isso, um segundo bebê, um menino nascido na mesma Santa Casa de Valinhos, permanece hospitalizado. Um ofício foi emitido solicitando que o hospital não conceda alta até receber uma ordem em contrário.

Foto: Polícia Federal Campinas

A investigação da Polícia Federal indica que o empresário português não estava no Brasil no momento da concepção das crianças que ele alega serem seus filhos. As mães desses bebês também não deixaram o país, pois não possuíam passaporte. O caso envolve mais cinco investigados, além do empresário.

O empresário português, preso em Valinhos, suspeito de tráfico internacional de bebês, não estava no Brasil quando as crianças que ele alega ser pai foram concebidas. A bebê de 38 dias, levada por ele para Portugal em 16 de novembro, foi localizada com seu companheiro na cidade de Valongo, na região metropolitana de Porto, e será repatriada ao Brasil. O destino da bebê, que ainda não tem data para voltar ao país, é incerto e pode envolver acolhimento institucional ou encaminhamento a uma família acolhedora até a conclusão do processo de adoção. Um segundo bebê, um menino, que também nasceu na Santa Casa de Valinhos, permanece internado, e um ofício foi expedido solicitando que o hospital não dê alta até receber ordem em contrário. O empresário passou por audiência de custódia, e a Justiça decidiu pela manutenção da prisão.

A promotora do MP ressaltou a ilegalidade da documentação apresentada pelo empresário, investigando se foram usados documentos falsos em Valinhos e Itatiba. Um escritório de advocacia em Itatiba também é alvo de investigação, pois as advogadas que entraram com ações de guarda teriam “pleno conhecimento” dos endereços falsos. O comportamento do português e de uma intermediária, que se apresentou como irmã e secretária do empresário, causou estranheza na equipe, e a investigação apurará seu papel no esquema. O caso foi denunciado ao MP por uma pessoa que teve contato com funcionários e médicos do hospital, e além do empresário, mais cinco pessoas são investigadas no crime.

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