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Carolyne Apolinário e a expressão única do jazz no Centro Cultural Vicente Musselli

Descubra a harmonia em movimento e a notável trajetória da professora, que transforma a Casa da Cultura em um palco de celebração da diversidade e expressão artísticaParte superior do formulário

Por Rafaela Duarte

O mundo da dança é um universo repleto de expressão, movimento e paixão. Nesta entrevista exclusiva concedida ao Jornal Terceira Visão, mergulhamos na jornada de Carolyne Apolinário Peluci Pereira, uma talentosa professora de dança especializada em jazz, com 17 anos de experiência. Aos 32 anos, Carolyne compartilha sua história desde os primeiros passos no ballet até a descoberta do jazz, revelando como essa modalidade transformou não apenas sua vida, mas também a de seus alunos na Casa da Cultura de Valinhos. Acompanhe-nos nessa conversa envolvente sobre a arte de dançar, superar desafios e enriquecer o desenvolvimento pessoal e cultural.

Carol, como você começou sua jornada no mundo do jazz e o que motivou sua paixão por esse estilo musical?

A minha jornada no jazz começou devido à minha jornada primeiro com o ballet. Desde criança eu tinha o sonho de ser bailarina clássica, mas nunca tive acesso a aulas de ballet. Foi graças a um Projeto Social chamado Prodança em Campinas que fiz minhas primeiras aulas com 14 anos. Cheguei a pensar em desistir, pois me achava muito “velha” para ingressar no ballet, mas com o apoio dos meus pais continuei as aulas. Após um ano fazendo aulas de ballet, surgiu a oportunidade de ajudar uma professora com as aulas para uma turma infantil. No mesmo ano, ela precisou se ausentar, e acabei assumindo a turma junto com o auxílio de outra professora e fundadora do projeto. Com 16 anos, recebi um convite para participar de uma coreografia na modalidade jazz. Depois disso, comecei a fazer aulas e não parei mais. Me senti livre e aceita nessa modalidade, já que as exigências no jazz, com relação aos diferentes corpos, não são tão seletivas quanto no ballet.

“Na dança, cada movimento conta uma história única, e minha missão é ajudar meus alunos a descobrirem a beleza de suas próprias narrativas, celebrando a diversidade e a liberdade que o jazz proporciona.” – Carolyne

Quais são os desafios que os alunos enfrentam ao aprender jazz, e como você os auxilia a superar esses desafios?

Acredito que cada aluno se depara com um desafio diferente. Costumo dizer para os meus alunos que cada corpo é único e, portanto, vai encontrar suas dificuldades e facilidades particulares. Tento auxiliá-los a entender o seu próprio corpo junto à técnica do jazz e busco, através de exercícios, sequências coreográficas e empenho dos alunos, aprimorar cada vez mais seus movimentos.

Como você se sente ao ver seus alunos progredindo e se destacando no jazz?

Ver os meus alunos progredindo, se realizando e se sentindo bem nas aulas me faz sentir que estou no caminho certo. As pequenas conquistas diárias, como virar uma pirueta ou conseguir realizar uma sequência mais complexa, são muito gratificantes.

Como você encoraja a expressão individual dos alunos, permitindo que eles desenvolvam uma voz única dentro do contexto do jazz?

Dançar é sobre expressão, sobre o que sentimos, por isso ao longo das aulas costumo conversar com os alunos sobre dar significados aos movimentos e colocarem si mesmos na própria dança. Do contrário, a dança se torna vazia.

Como você acredita que o jazz pode contribuir para o desenvolvimento pessoal e cultural dos alunos?

O jazz, além de todos os benefícios que uma boa atividade física traz (como força, flexibilidade, melhora da coordenação motora e etc.) também estimula a expressão de sentimentos, a se sentir livre e permitir que o seu corpo também esteja livre. Traz também satisfação e bem-estar. A dança estimula a cooperação, a conexão uns com os outros. É sobre descobrir possibilidades de movimentações individuais ou em grupo. É sobre conhecer mais sobre si mesmo e celebrar os sentimentos usando o corpo como principal instrumento. Com relação ao desenvolvimento cultural, muitos alunos quando chegam às aulas nunca foram ao teatro ou nunca nem ouviram falar sobre musicais ou espetáculos de dança. O contato com as aulas estimula a busca e o interesse em conhecer esses e outros trabalhos artísticos na área. É como um convite para o mundo da arte.

Quais eventos ou performances destacadas estão programados para os alunos de jazz da Casa da Cultura de Valinhos, e como a comunidade pode apoiar essas iniciativas?

Todos os anos os professores do Centro Cultural trabalham na construção de eventos e espetáculos de encerramento e esse ano não é diferente. É muito raro cidades oferecerem aulas artísticas gratuitas para a comunidade, principalmente na variedade de modalidades, como temos no Centro Cultural. Por isso é muito importante o apoio e a valorização da comunidade Valinhense para com esses serviços, visto o quanto a arte e a cultura enriquecem a cidade e a vida de seus moradores. Prestigiar os trabalhos e eventos é uma forma de conhecer e apoiar os nossos artistas.

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