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Mudanças climáticas prejudicam crescimento do Brasil

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou na última segunda-feira (18) que as mudanças climáticas estão impactando negativamente o crescimento do Brasil. A entidade ressaltou que eventos climáticos extremos têm causado prejuízos à infraestrutura do país, comprometendo seu desenvolvimento. O relatório bianual Estudos Econômicos da OCDE: Brasil apresenta sugestões para enfrentar esse cenário, incluindo planejamento em obras públicas, políticas urbanas e conformidade mais abrangente com o Código Florestal.

A OCDE alerta para a vulnerabilidade da infraestrutura pública brasileira diante de choques climáticos, especialmente em um contexto de urbanização rápida, não planejada e descontrolada. Secas e enchentes são destacadas como fatores prejudiciais, afetando o abastecimento de energia, principalmente de fontes hidrelétricas, e causando danos a cidades e transportes.

O relatório cita um estudo do Banco Mundial, indicando que a mudança climática representa um custo de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil a cada ano para as empresas. O impacto é maior em infraestruturas de transporte (55%), fornecimento de energia (44%) e abastecimento de água (2%). A queda nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas entre 2013 e 2021 é mencionada como uma ameaça ao fornecimento de energia, dada a dependência do país dessas fontes.

O documento da OCDE propõe melhorias no planejamento, financiamento e execução de projetos de infraestrutura para aumentar a resiliência climática. Além disso, recomenda revisões nas políticas urbanas para evitar construções em áreas de risco, investimentos em transporte coletivo e desenvolvimento do mercado de carbono para reduzir as emissões de CO2.

A organização destaca a importância do cumprimento rigoroso do Código Florestal e a necessidade de recursos adequados para as agências reguladoras para combater o desmatamento. Segundo estimativas do Banco Mundial, os investimentos necessários para adaptar a infraestrutura às mudanças climáticas representam cerca de 0,8% do PIB anual entre 2022 e 2030. O relatório ressalta que esse custo é compensado pela redução de prejuízos e pelo retorno econômico.

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