Consagrada banda do Woolly Bully retorna às atividades

Rock House, ícone do estilo Rock ‘n Roll anos 50 e 60, se apresenta neste sábado, na Mafiosa, às 20h

Por Bruno Marques

Edson Prospero, tem 44 anos, e é produtor musical. Ele nasceu em São Paulo e mora em Campinas desde 2008. Contudo, sua ligação com Valinhos e região vem através da banda Rock House, onde canta e toca piano elétrico.

O grupo de Rock n’ Roll dos anos 50 e 60, que ficou célebre na antiga casa de shows, Woolly Bully, em Vinhedo, e também em Valinhos, volta ás atividades de forma mais frequente neste sábado, dia 3, às 20h, na Mafiosa Cervejaria.

O músico falou com esta reportagem sobre sua trajetória e a expectativa para este aguardado retorno.

“Fazemos uma junção do Rock 50’s & 60’s com uma pegada mais moderna”, definiu Edson, sobre o som do Rock House
FOTO: JTV-Rock House. Divulgação

Por favor, conte brevemente quando e como começou seu interesse pela música.

Minha família sempre foi muito musical. Por parte de mãe, todo mundo sempre tocou alguma coisa ou cantou. Por parte de pai, o amor à música sempre foi incondicional. Tenho primos que até hoje trabalham com música, cada um no seu estilo. Me lembro de sentar ao piano com uns 6 ou 7 anos e já arriscar as primeiras notas. Mais tarde vieram os acordes e até hoje eu procuro aprender alguma coisa.

Você toca piano elétrico e canta. Como foi a sua formação e experiência nas referidas ocupações?

Eu comecei estudando violão clássico. Assim eu aprendi teoria e a estrutura dos acordes. Com a ajuda da minha mãe, que estudou mais de 19 anos de piano clássico, eu entendi como formar esses acordes no piano. Agora, não me pergunte como ou por que a as minhas mãos tocam: Só sei que funciona!

O meu instrumento é o Piano (88 teclas). Levo o digital para os shows porque é um pouco mais leve. Mas não é teclado! É um piano! Me formei na primeira turma de Produção Fonográfica – Produção Musical da Faculdade Anhembi Morumbi em SP em 2008. Foi na faculdade que eu descobri alguns macetes que aplico na construção dos meus projetos musicais.

Além de Jerry Lee Lewis, quais suas maiores influências na música?

Durante muitos anos eu fui aficionado por Elvis Presley! Consumia tudo que lançavam dele. A música dele é de extrema qualidade e o legado deixado, tanto no Rock, como nas músicas românticas, é eterno.

Mas Jerry Lee é o verdadeiro rei do Rock’n’Roll! Ele faleceu em outubro de 2022, mas morreu fazendo Rock! Além deles, gosto muito de Renato Carosone, Elton John, Eddie Cochran e tudo que o Brian Setzer se meter a fazer.

Conte um pouco sobre o Rock House, sua atual formação, hiato e agora o retorno

A Rock House surgiu em 2006. Tínhamos uma ideia de misturar o Rock’n’Roll 50’s e 60’s com o Funk Americano. Deu certo por um tempo. Temos algumas versões que fazemos até hoje com essa mistura.

Mas o que realmente prevaleceu foi a junção do Rock 50’s & 60’s com uma pegada mais moderna: guitarra mais pesada, bateria mais cheia com bumbo presente, o contrabaixo acústico e as marteladas no piano!

De fato, nós nunca chegamos a interromper as atividades. Não fazíamos mais com tanta frequência, mas a Rock House de fato nunca parou. Nesse meio tempo nós fizemos apresentações em festas particulares, alguns bares e quermesses em São Paulo. Mas agora, a volta é com força total!

O baterista é o mesmo (Ciro Oliveira). Estamos juntos desde 2006! No baixo, Cuba Jones. Roubei ele da Footstep Surf Music Band. Nas guitarras, RG (Rodrigo Gonçalves), um cara que tem uma pegada impressionante! Ah, e eu dando umas cacetadas no piano!

Comente sobre algumas músicas do repertório, quais são suas preferidas e as que costumam agitar mais o público?

Quando estávamos na onda de reproduzir as versões das músicas modernas com a pegada anos 50, um dos guitarristas que passou por aqui (Pedro “Japonês” Janczur) fez uma releitura maravilhosa da música “It’s My Life” do Bon Jovi. É essa que quando entra no refrão a galera enlouquece!

Mas eu acho que eles gostam porque jamais poderiam esperar que nós fôssemos tocar Bon Jovi. Tem também a “Black or White” (Michael Jackson), “Angels” (Robbie Williams), além da nossa versão de Suspicious Minds e….a Great Balls of Fire que sempre vem com surpresa no final!

O que o rockabilly tem que se diferencia de qualquer outro estilo, e qual a expectativa para o show de retorno?

Rockabilly é um termo que ficou muito banalizado. Tudo que é “antigo” é Rockabilly. Eu prefiro chamar o que a gente faz de Rock’n’Roll, o verdadeiro Rock’n’Roll! Com suas vertentes; Country, Blues, Hillbilly. Assim como fizeram lá na década de 50, a gente também tem misturado todos estes estilos pra conseguir agradar a galera, e vem funcionando!

Ficamos mais de 15 anos rodando por bares do interior, principalmente em Valinhos e Vinhedo. Tenho certeza que quando o pessoal que costumava ir nos nossos shows ficar sabendo que a nossa “Casinha de Pedra” está na estrada de novo, muita gente vai querer assistir. Hoje estamos mais desprendidos, mais velhos, um pouquinho mais experientes.

A Mafiosa foi escolhida com o coração para reabrir o projeto: o Guilherme Matheus estava sempre nos shows que fazíamos pela região. É um cara que nós temos um grande carinho. Nada mais justo abrir os trabalhos ao lado de quem a gente gosta e, acima de tudo, de quem gosta da gente!

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