Quinta, 26 Novembro 2020

Construção civil na Região Metropolitana de Campinas fecha 52 postos de trabalho em setembro

Em Valinhos as contratações no setor seguem positivas no ano, com 580 vagas preenchidas ante a 485 suprimidas. Saldo do ano é de 95 postos de trabalho

A construção civil da Região Metropolitana de Campinas (RMC) fechou 52 postos de trabalho com carteira assinada no mês de setembro. Foi o segundo mês seguido que o setor teve mais demissões que contratações. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi divulgado nesta quinta-feira (17) pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. No acumulado do ano de 2019 o setor tem saldo de 3.337 vagas abertas.

Dos 20 municípios que formam a RMC, 15 tiveram saldo positivo – três a mais em relação a agosto -, e em cinco os números de demissões superaram as contratações.

Indaiatuba foi a cidade com o maior quantidade de pessoas demitidas em setembro: 166, repetindo agosto, quando a cidade perdeu 123 postos. O mesmo desempenho negativo teve Paulínia, com 88 vagas fechadas – em agosto haviam sido 378 postos de trabalhos eliminados. Hortolândia (43), Monte Mor (14) e Santo Antônio de Posse (7) completam o grupo de cidades com redução de vagas.

Valinhos admitiu 66 pessoas e demitiu 38, tendo um saldo positivo no mês de 28. O saldo do ano é de 95 trabalhadores a mais.

NO ANO

No acumulado de janeiro a setembro, o setor da construção civil gerou 3.337 empregos, número este que reforça a retomada do mercado imobiliário e os lançamentos, após quatro anos de estagnação. Dos 20 municípios da RMC, somente três ainda estão com saldo negativo: Hortolândia (186), Paulínia (378) e Santo Antônio de Posse (19).

Para Francisco de Oliveira Lima Filho, Presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp), apesar do saldo negativo o setor vem se recuperando. Ele cita, como exemplos, o crescimento no número de lançamentos e no aumento de vendas de imóveis em Campinas, que é responsável por puxar o setor como um todo.

"O volume de unidades lançadas em Campinas teve alta de 92%, enquanto que as vendas entre junho de 2018 a junho de 2019 aumentaram 12,86%, segundo o número de transações imobiliárias oficiais, com registro em cartório, contra um crescimento estadual de apenas 1,55%".

Tabela mostra evolução por cidades no mês de agosto e no acumulado do ano

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