Quarta, 30 Setembro 2020

Diabetes, obesidade e Covid-19

Diabetes, obesidade e Covid-19
Diabesidade é o termo usado para falar do paciente que tem diabetes tipo 2 e obesidade, duas doenças crônicas e complexas, normalmente relacionadas (de 80% a 95% das pessoas com diabetes tipo 2 são obesas), consideradas grandes preocupações da saúde pública. São doenças que, apesar de preveníveis e tratáveis, reduzem a expectativa de vida e comprometem a qualidade de vida do ser humano.

Dados da Pesquisa Vigitel divulgados em 2019 pelo Ministério da Saúde mostram que a obesidade aumentou 72% no Brasil, entre 2006 e 2018, passando a atingir 20,3% da população. O número de pessoas com diabetes tipo 2 também cresceu de 5,5%, em 2006, para 7,4% da população, em 2018, um aumento de 35%.

Essas duas doenças causam muitos problemas para o paciente, que vão desde físicos até emocionais. E, apesar de serem velhas conhecidas da classe médica e dos gestores de saúde pública, voltaram à tona com a pandemia. Estão entre os principais fatores de risco para os pacientes contaminados.

Balanço diário dos casos de COVID-19 divulgado pelo governo do Estado de São Paulo aponta que o diabetes tipo 2 é o segundo principal fator de risco nos óbitos registrados, atingindo 43,2% das vítimas. Fica atrás apenas das cardiopatias, com 58,5% dos casos. A obesidade, sozinha, aparece como fator de risco em 7,1% dos casos. Apesar de não haver dados consolidados sobre o número de pacientes internados em estado grave por Covid-19 que são obesos, a prática mostra que, neles, a doença tem uma tendência maior ao agravamento.

Alguns fatores colaboram para isso. Pessoas com obesidade possuem um sistema imunológico mais comprometido e, por consequência, são mais suscetíveis a uma infecção viral. Outro ponto é que a obesidade já provoca uma inflamação generalizada no organismo do paciente, que baixa a imunidade. E ainda tem o fato de o paciente obeso ter uma restrição em sua capacidade respiratória, porque o diafragma não consegue se movimentar adequadamente e o tórax não expande como deveria. Aqui, fica uma pergunta: será que os índices de óbito seriam tão alarmantes se tivéssemos essas doenças sob controle?

Ainda não sabemos por quanto tempo vamos vivenciar as consequências dessa pandemia. Portanto, além de todos os cuidados que cada um nós deve tomar, é importante reduzir os fatores de risco. Por este motivo, as cirurgias bariátricas passaram a ser consideradas cirurgias eletivas essenciais e voltaram a ser realizadas durante a pandemia, afinal, os riscos dela são menores que os riscos causados pela obesidade e pelas doenças associadas a elas.

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